Desenroladas



No Dia do Rock, Budweiser faz uma homenagem a uma mulher

O dia do rock é sempre especial pra gente. Já o contemplamos com os álbuns que marcaram nossas vidas, as garotas do rock e e as tshirts de banda. Mas, esse ano, a pauta não foi criada por nós. Ela praticamente caiu no nosso colo e vibramos juntas pela sacada da Budweiser. Isso porque a marca de cerveja resolveu homenagear uma mulher nessa data!

O rock é cheio de mistérios. E um deles é: quem criou o ritmo que faz sucesso no mundo todo? Mesmo que você já tenha ouvido falar sobre o pai do rock ou o rei do rock, a verdade é outra. E, no Dia do Rock, Budweiser vai mostrar a real origem para o público. O rock foi criado por uma mulher que não seguiu padrões, que fez o que ninguém fez: Sister Rosetta Tharpe.

Sister Rosetta Tharpe nasceu em 1915, na cidade de Cotton Plant, Arkansas, Estados Unidos, e é considerada por muitos especialistas a mãe do ritmo. Com seu jeito autêntico, ela alcançou grande popularidade nas décadas de 30 e 40, graças à sua mistura única de letras gospel e violão elétrico com o ritmo do rock ainda incipiente na época. Sua música “Strange Things Happening Every Day”, gravada em 1944, foi a primeira música gospel a figurar no top 10 da Billboard. Apesar disso, ela nunca teve seu nome gravado no hall da fama.

Com sua atitude, ela inspirou Elvis, B.B King, Bob Dylan, Chuck Berry, Etta Jones, Johnny Cash e Little Richards e outros monstros do rock. Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, inclusive gravou uma música em sua homenagem: Sister Rosetta Goes Before Us.

Ou seja, a Budweiser sacou que cerveja e rock é coisa de mulher, sim! (ouviu, Itaipava?)

Em tempo…

Siste Rosetta Tharpe já foi tema de documentário, o “The Godmother of rock & roll”. O vídeo oferece um reconhecimento da sua influência sobre a música americana. “Sem a ‘godmother”, o rock poderia nunca ter rolado’, diz o biógrafo de Tharpe, Gayle Wald.

Atrações artísticas gratuitas em Fortaleza

Arte, coletividade, natureza, feito a mão… e tudo gratuito! Fortaleza nesse fim de semana está cheia de atrações que seguem essas mesmas propostas. Reunimos algumas das que pretendemos prestigiar para vocês também anotarem na agenda e, quem sabe, a gente se encontre lá!

Babado Coletivo – edição Babado das Flores

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Já são três anos da feirinha mais amada de Fortaleza e nesse fim de semana ela chega à Praça das Flores. Após uma temporada no Mercado dos Pinhões, as barracas repletas de produtos de criativos locais ocuparão a praça que foi recentemente reformada. Nessa edição, haverá a repetição do sucesso do Food Park e contará com as festas Quartinho, Fliperama e Tome. O acesso é gratuito.

Babado Coletivo – edição “Babado das Flores”
Onde?
 Praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes, antiga Praça das Flores.
Quando? Dias 15, 16 e 17 de julho, das 18 às 22h.

Exposição interativa “Shtim Shlim

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Neste domingo (17), a CAIXA Cultural Fortaleza promove a abertura do projeto infantil “Shtim Shlim – O sonho de um aprendiz”, uma exposição interativa inspirada em um conto popular dos povos nômades do norte da África, criada pelo grupo carioca ‘Os Tapetes Contadores de Histórias’. A mostra direcionada para crianças e adultos conta com um espaço repleto de tapetes e grandes objetos confeccionados com tecidos coloridos, como uma árvore de quatro metros de altura, um cão da raça galgo de dois metros e uma extensa cama de gato – que permite o visitante atravessá-la. A visitação é gratuita e acontece de terça a sábado, de 10 às 20 horas, e aos domingos de 10 às 19 horas, na CAIXA Cultural Fortaleza.

Exposição: Shtim Shlim – O sonho de um aprendiz
Onde?
  CAIXA Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema)
Quando? De 17 de julho a 4 de setembro de 2016.

Exposição Quarto D’água

Exposição Quarto D'agua - Foto Igor Cavalcante 06

Fortaleza carrega em seu imaginário o vínculo com o mar e seu universo mítico. A partir dessa ligação subjetiva do “ser humano marítimo” nasce a exposição com obras inéditas “Quarto D’Água”, que atraca na Galeria Mário Baratta, no Estoril, com evento de abertura no dia 14 de julho, às 19h. Na mostra serão apresentados trabalhos em bordado, desenho, escultura e pintura, assinados pelos artistas residentes Thadeu Dias e Flávia Rodrigues que embarcaram nessa expedição desde janeiro deste ano, em um Programa de Residência Artística promovido pela produtora cultural O Mercador. Entrada gratuita.

Exposição Quarto D’água
Onde? Estoril – Rua dos Tabajaras, 397, Praia de Iracema
Quando? Abertura – 14 de julho (quinta-feira, às 19h) – visitação até 28 de agosto (terça a domingo, das 16h às 22h).

Exposição “Sereias”

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Os fotógrafos-pesquisadores Fernanda Oliveira e Sérgio Carvalho se deixaram seduzir pelo canto da sereia e mergulharam, literalmente, de corpo e alma, nos segredos dos “verdes mares bravios” do Ceará para desvendar a trajetória das mulheres pescadoras. Fruto de cinco anos de trabalho, parte da pesquisa será apresentada nesta quarta (13), materializada na exposição “Sereias”, com abertura marcada para 16h, no Espaço Cultural Correios Fortaleza. Composta por 30 fotografias, a mostra documental enfoca as relações de gênero na atividade da pesca artesanal do litoral cearense, universo marcado predominantemente pela presença masculina, tanto na realidade cotidiana quanto na representação desse imaginário através das artes. As visitas podem ser feitas até 3 de setembro.

Exposição “Sereias”
Onde? Espaço Cultural Correios Fortaleza (R. Senador Alencar, 38, Centro).
Quando? Visitação: até 3 de setembro, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Gratuito.

Praia de Iracema é a nossa praia

Nascida e criada no litoral cearense, na capital, eu lembro bem de chegar em outras praias pelo país e pelo mundo e pensar: “como assim as pessoas levam suas coisas para a praia, ficam deitadas na areia e só isso? Que sem graça!”. Explico: a Praia do Futuro, em Fortaleza, é tomada por barracas que proporcionam uma estrutura de serviços de alimentação, cadeiras, mesas, guarda-sol, banheiros e outras até piscinas e ‘áreas de lazer’. Me acostumei com praia assim, em que chegávamos, comíamos e íamos embora. Muitas vezes, inclusive, sem nem ver o mar ou pisar na areia.

Acontece que a cidade voltou a reconhecer um outro cantinho como a sua praia, a Praia da Iracema/Beira Mar. Por anos considerada uma “não-praia” por uma ideia de que o mar era sujo ou qualquer outra razão, já tem um tempo que as areias e as águas daquelas bandas vem sendo tomadas por frequentadores assíduos e apaixonados. Enquanto um lado da cidade promoveu uma ideia elitista, com suas megaestruturas e com diversos registros de preconceito sofrido por clientes em barracas, além de uma proposta abusiva de que a praia é só para quem pode pagar, veio a P.I com a ideia democrática de que a praia, de fato, é de todos.

Não, o mar de lá não é sujo. E quem comprova é o boletim de balneabilidade da Semace que é sempre atualizado com os pontos da cidade em que o mar está próprio para banho. Além disso, é um ponto sem ondas, que proporciona um banho tranquilo e relaxante. A P.I me ganhou, fez com que mudasse minha ideia de diversão na praia e tem sido uma das melhores opções de despedida do fim de semana.

Reunimos, então, algumas apaixonadas pela P.I para nos contar: por que a Praia de Iracema é a sua praia?

Tay Marcelino

tay

“Eu nunca fui ‘garota de praia'” eu nunca vi muita graça em ir pra um lugar tomar sol e ficar grudada de maresia e como em Recife minha casa ficava bem longe eu nunca me esforcei muito pra ir. Quando cheguei em Fortaleza, achei muito estranha a ideia da Praia do Futuro aquela coisa privatizada, longe do mar, o estar na praia mas sem de fato estar na praia. Então, desde a reocupação da PI eu venho me apaixonando mais por ela, comecei indo com meu cachorro nas manhã de domingo (ele adora correr, entrar no mar e brincar com os pombos) já era nosso ritual do fim de semana. E esse ano descobri que praia não é só pegar sol, você pode chegar mais no fim da tarde, ver o pôr do sol, encontrar os amigos e falar de como o fim de semana foi ótimo ou se não foi a atmosfera que rola por lá já te dá sinais que a semana que está chegando vai ser melhor. PI é minha praia por que é encontro de amigos, é banho de mar ao pôr do sol, é estar em um lugar da cidade que já foi tão esquecido mas que tem uma mágica própria que te faz querer voltar na próxima semana e na próxima e a foto daquele céu sempre vai ter um astral diferente.”

Flavia Rodrigues

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“Praia livre e democrática. A PI é ponto de encontro das pessoas que vivem a cidade, é mergulho tranquilo e tem pôr do sol arrebatador, com vista para a ponto. É a minha praia, onde estendo minha canga e é tudo lindo!”

Beatriz Gondim

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A Praia de Iracema é democrática, e foi isso que me encantou, primeiramente, há 7 anos  quando comecei a frequentar a PI. Isso me encantou mais que o mar calmo e delicioso pra tomar banho. Lá não tem barracas pra te cobrar pelo m² de areia, não tem ambulantes abusivos, me sinto segura, e melhor: me sinto livre pra ser quem eu quiser, Gosto de pensar que estou dividindo a praia com gente diferente, tem velho, tem jovem, tem rico, tem pobre, tem brasileiro, tem gringo, tem motorista, tem ciclista,.. tem de tudo! Hoje, das sensações preferidas que tenho é usar minha boia de poltrona e assistir o sol se pôr detrás da Ponte Metálica, dali de dentro mar faço parte da paisagem, vejo de perto os tons de laranja, rosa e roxo no céu, tocando o mar e em mim! É fantástico ter isso tão acessível! Está sendo fantástico também notar o quanto as pessoas estão frequentando a PI, antes as visitas eram mais solitárias, já hoje encontro muitos amigos em qualquer horário, o fim de tarde dos finais de semana se tornou uma festa!

Day Araújo

day

A Praia de Iracema é sair de casa ou do trabalho, pedalar e em cinco minutos pisar na areia. Seja pra apreciar as estrelas na maré enchendo enquanto namora, seja pra fazer exercícios funcionais enquanto assiste o dia amanhecendo, seja pra viver o pôr-do-sol e tomar uma cerveja, um banho de mar quentinho e encontrar pessoas queridas sem marcar ou conhecer novas pessoas, ver o veleiro brilhando lá no fundo e se sentir alegre, assistir às silhuetas da ponte e ter vontade de pular naquela imensidão. É o respiro da cidade no mar, é a arte dos encontros, das possibilidades livres. É voltar pra casa com o coração confortado. É sentir a cidade viva