Desenroladas



Veja a programação não-oficial completa do Carnaval 2016 em Fortaleza

Tá chegando a hora da folia! E quem quer curtir o Carnaval 2016 em Fortaleza sem perder nada, ganhou agora uma santa ajuda. Como fãs assumidas do Carnaval, eu e a Gabi tivemos esta semana a grata surpresa de contar com uma programação não-oficial toda linda, organizada e colorida. A autora dessa lindeza toda? A designer Thaís Esmeraldo, que compartilhou em seu Facebook as artes abaixo. Até o momento o post já possuía mais de 220 compartilhamentos na rede social!

Alguma dúvida de que: 1) Estava todo mundo precisando desse serviço de utilidade pública; 2) Informação simples e direta é sempre a melhor informação; 3) Thaís arrasou na atitude e facilitou a vida de muita gente?

PS.: Um convite muito especial… <3

Domingo, a partir das 17h, acontecem os desfiles dos grupos de Maracatu na Av. Domingos Olímpio. Pelo sétimo ano irei desfilar com o Maracatu Nação Fortaleza, mas será meu primeiro ano fora do batuque (tocava bumbo e caixa). Dessa vez, terei a honra de integrar o coro que canta a Loa do Nação. O tema não poderia ser mais simbólico para esta estreia: a guerreira Dandara, que lutou pela libertação dos escravos no Quilombo dos Palmares, ao lado de seu marido, Zumbi. O desfile do Nação está marcado para 20h e estão todos convidados para fazerem parte dessa festa com a gente! Cheguem cedo e garantam seus lugares nas arquibancadas! :)

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Cleópatra é inspiração de Marcos Costa para maquiagem de Carnaval

Uma das minhas fantasias para o carnaval esse ano vai envolver Cleópatra como inspiração. Por isso que esse passo a passo enviado exclusivamente para nós pelo Marcos Costa, maquiador oficial da Natura, veio super a calhar.

“Minha inspiração foram as garotas que pulam Carnaval com as amigas. Idealizei uma Cleópatra solar!”, conta ele.

Ficou curiosa? Então vamos lá:

Primeiro, a pele da modelo Jennifer Barreto foi preparada com a Base líquida efeito tensor cor bege-claro. Sua tecnologia lifting radiante melhora a elasticidade e a firmeza da pele em qualquer idade. Com o Delineador em caneta preto Marcos traçou uma linha ao redor dos olhos, com duas pontas que ultrapassam um pouco o fim da sobrancelha. De fácil aplicação, o delineador proporciona um traço fino e preciso.

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Para dar um toque sofisticado e radiante, o Blush compacto cor bronze, foi aplicado mas maçãs com o Pincel para blush de Natura Una.

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Nos lábios, o eleito foi o Batom intenso FPS 15 marrom 1. A alta cobertura e a hidratação intensa são ideais para curtir a folia.

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Por último, o tom de rosa da Sombra ultrapigmento duo cor 4 foi usado levemente abaixo das sobrancelhas, na testa, queixo e ponte do nariz, como iluminador. Que tal?

Pronto, agora é arrasar no salão ou no bloquinho de rua!

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Créditos:
Maquiagem: Marcos Costa / Fotos: Daniel Marafon / Produção: Veleiro Voador / Produção de moda: Daylane Cerqueira
Produtos utilizados: Base líquida efeito tensor, Delineador em caneta preto, Blush compacto bronze, Batom intenso FPS 15 marrom 1, Sombra ultrapigmento duo cor 4, todos de Una

Ah, aqui vão outras referências sob o mesmo tema que já tinha salvo para minha fantasia. Quem sabe inspiram vocês também:

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Elas fizeram história na moda cearense e a deixaram: Cajuína

Eu lembro bem quando a Cajuína surgiu, ali em 2010. Ela era a tradução em moda da Fortaleza que eu enxergava (e enxergo ainda): leve, descontraída, colorida e sem frescuras. Sei que essa não é bem a cara que a cidade tem hoje quando se fala em estilo das fortalezenses, mas a Cajuína era o que eu esperava que fosse. Sabe vento no cabelo, vestidinho que você veste na praia e segue para o barzinho, rasteirinha no pé e short frouxinho? Era isso!

Depois da Cajuína, vieram outras marcas que buscaram traduzir essa  nossa cidade-desejo em forma de roupa. E ela… acabou! Como parte da série de marcas que escreveram sua história na moda cearense mas que encerraram sua trajetória, Milena fala pra gente sobre a Cajuína e o que a fez desistir do mundo fashion. (veja outras partes da série: Melca Janebro)

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O que a Cajuína falava sobre a Milena?

Sempre falo que eu fazia roupa pra mim, o que eu queria vestir e não encontrava por aí. Eu era a rainha dos vestidinhos floridos e achava super difícil encontrar nas lojas, aí comecei a Cajuína. É tanto que quando lancei o que mais ouvia era “nossa, que lindos, nunca encontro nada assim na cidade”. E aí fomos chegando de mansinho.

Como as redes sociais colaboraram para a sua marca durante esse tempo?

As redes sociais foram por muito tempo a nossa vitrine. Fiz uma coleção com 15 peças únicas, abri um Facebook, adicionei um monte de menina e vendi tudo em uma semana. No atelier e na loja não tínhamos vitrine que desse pra rua, era tudo virtual.

Como se desenhava a moda local na época do auge da sua marca?

Como eu disse antes, na época não existia nada parecido. Hoje existem várias marcas e eu fico muito feliz em ver que a Cajuína inspirou e deu coragem pra olhar a moda alencarina de outro ângulo. Eu tentava não olhar muito pra fora, mas pra dentro mesmo, pra essência. Começamos no boom das blogueiras, mas isso não atrapalhou em nada, muito pelo contrário, atraímos exatamente quem a gente queria.

Quais as melhores lembranças e conquistas você teve durante o tempo de vida da marca?

Muitas, muitas. O comecinho de tudo, quando fizemos um editorial de carnaval no Dragão do Mar e foi lindo e super bem aceito, a inauguração do atelier na Cidade 2000 que superou as nossas expectativas, a inauguração do nosso espaço/loja na Aldeota que foi simplesmente incrível, os mini cursos que demos no nosso espaço, a coleção Alma Sonhar que foi a mais linda e fotografada em Guaramiranga, foram tantos, mas talvez o que mais esteja no meu coração hoje foi quando decidimos fechar e as “clientas” protestaram no facebook, hahaha. Foi muito carinho recebido de cada uma e até hoje eu recebo mensagens perguntando se ela vai voltar.

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Qual o real motivo de ter encerrado a marca?

A Cajuína foi um ciclo lindo da minha vida, mas que eu tive que encerrar por entender que era preciso. Foi muito difícil aceitar que aquilo tudo que nós tínhamos construído não era mais o que nos fazia felizes. O ritmo de vida, na correria não combinava mais com o meu momento. Tentei desacelerar mas não dava mais pra voltar atrás nisso, era assim e pronto, aí resolvemos que fechar. Ninguém acreditava, e eu percebi que não era difícil só pra mim, mas pra todo mundo que acompanhava, as “clientas”. Criamos uma relação incrível com quem consumia ou era só fã da marca. Até hoje todas me chamam de Caju.

Com o que, exatamente, você está trabalhando hoje?

Então, quando eu fechei a Cajuína, investi um tempo em me auto conhecer e aos poucos fui descobrindo muito sobre mim, sobre os meu talentos, sobre o que me fazia brilhar o olho. Descobri que ouvir a história das pessoas era uma das minhas maiores paixões. Então juntei tudo que tinha aprendido com as experiências na Cajuína mais a vontade de ouvir e contar histórias e hoje ajudo marcas autorais a entenderem mais a sua essência, a se auto conhecerem e assim contar pro mundo quem elas são. Eu chamo de “marketing de histórias“. Tem um outro projetinho pessoal chegando, mas esse ainda é segredo.

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Hoje vivemos um movimento de valorização da moda local. Como você percebe o atual momento?

Eu acho incrível. Sempre levantei essa bandeira, desde a Cajuína. Acho que Fortaleza tá vivendo um boom de marcas locais, e as que se preocupam com essa nova maneira de consumir vão ficar. As meninas da Expedita são incríveis, Mood, Tulipa, ByRafiusk. Os acessórios da MeNah, Crochelier, Catarina Mina, Bone Ceramics, Uinverso, Maia. E claro, a minha musa inspiradora, Silvânia de Deus.

O que te trouxe essa coragem de mudar?

Vontade. Não tem combustível melhor pra mim do que isso. Eu não sou de pensar muito, vou lá e faço, depois penso. Eu diría: quando tiver uma ideia, parta imediatamente para a ação.

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