Desenroladas


I Colóquio Feminista da Faculdade de Direito da UFC

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Acontece amanhã o I Colóquio Feminista da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Assunto recorrente aqui no blog, o Feminismo é ainda tabu para muitas pessoas que não compreendem as propostas deste movimento e a real dimensão dos problemas enfrentados cotidianamente por nós, mulheres.

Algumas destas questões são pauta das discussões do Colóquio, como “mulher e mercado de trabalho”, “mulher e violência de gênero” e “cidadania, sexualidade e saúde da mulher”. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas no próprio Anfiteatro da Faculdade de Direito da UFC.

Veja a programação completa e imperdível:

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Instagram: O que muda com a alteração no feed

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Basta dar uma rápida olhada no seu feed do Instagram para perceber que ele está dominado por frases como “Turn On Notifications”. O pedido, que vem de contas de marcas, veículos de imprensa, blogueiros e formadores de opinião, é para que seus seguidores ativem as notificações de seus conteúdos, garantindo que os usuários recebam um alerta a cada nova publicação.

O motivo do “desespero” é a alteração no modo de exibição do feed do Instagram. Para quem também ficou na dúvida do que se trata, a gente explica: assim como o Facebook, o Instagram agora vai mostrar publicações de acordo com a “relevância” daquele conteúdo para o usuário. Por exemplo: se você segue o perfil @desenroladas e costuma curtir e comentar nas postagens, o Instagram considera que você acha estes conteúdos relevantes e vai mostrá-los como prioridade no seu feed. Mas, caso você não curta/comente tanto, o algoritmo do APP vai automaticamente reconhecer este como um conteúdo não tão relevante, deixando-o em segundo plano no seu feed.

A justificativa para alteração no feed de fotos, segundo a plataforma, está no fato de que os usuários não conseguem ver mais de 70% das imagens e vídeos que são publicados.

Ou seja, já não adianta mais somente publicar conteúdos em horários de pico. O desafio é criar conteúdos cada vez mais relevantes para o usuário!

Por isso, para garantir que você não vai perder nenhum conteúdo dos perfis no IG que você mais ama, corre pro APP e ative as notificações! 😉

ATUALIZAÇÃO

Diante da revolta de muitos usuários da plataforma, o Instagram se pronunciou no Twitter a respeito e disse que nenhuma mudança no feed deve acontecer agora. A empresa disse também que promete comunicar oficialmente quando as mudanças ocorrerem. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos…

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Black Power: Entrevista com a fashionista Luiza Brasil

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De olhos expressivos e cabelos deslumbrantes”. Essa é a descrição do perfil da jornalista Luiza Brasil, de 26 anos, em seu instagram (@mequetrefismos). Precisa algo mais? Aqui, ela dá dicas para manter o penteado afro em um bate-papo repleto de orgulho, empoderamento e girl power!

Desenroladas – Como teve início seu interesse pelo universo da moda?

Luiza – Surgiu quando eu tinha uns 12 anos. Desde novinha tive apreço por garimpar peças diferentes e “resgatar” em armário da mãe, avó e tias elementos “fora do quadrado” para incorporar ao look. Sempre adorei itens que explorassem minhas raízes africanas.

D – E os cabelos, sempre foi adepta de penteados impactantes? Se sim, quais os principais cortes ou penteados que usou anteriormente?

L – Sim! A primeira vez que vi as tranças rastafari foi aos 5 anos, em uma foto de quando minha mãe era bem jovem. Fiquei doida para fazer no ato! Minha mãe tinha medo de eu desistir, achar dolorido, coisas do tipo por eu ser muito novinha, mas fiquei firme e forte fazendo minhas “trancinhas”!

D – Como escolheu o penteado afro atual? Ele costuma chamar atenção nas ruas?

L – A trança afro é extremamente demorada de se fazer e retirar. Não aguentava mais passar praticamente dois dias fazendo o penteado e, por isso, minha cabeleireira, a Cida Martins me deu a opção de fazê-las mais grossas, o que salvou minha vida! Chama bastante atenção, sim, mas hoje em dia é algo mais comum de ser desfilado pelas ruas do que há 10 anos atrás. Ainda existem pessoas que “achincalham” o visual, mas não se compara ao número de gente que admira e elogia, que é muito maior.

D – E a manutenção das tranças, é um processo complicado? Você mesma faz ou tem ajuda profissional? Conta pra gente como é a sua rotina capilar.

L – Não é complicado, mas é demorado. Leva-se em torno de 5 horas para retirar e umas 6 horas para a colocação – no meu caso. Faço há praticamente 20 anos com a mesma profissional, a Cida Martins, especialista em cabelo afro no Rio de Janeiro. No dia a dia, lavo em torno de 3 vezes por semana com shampoo sem sal e anticaspa.

D – Vi que algumas seguidoras no seu Instagram perguntam sobre a manutenção dos seus fios. Como é essa relação com as seguidores e quais as dúvidas mais frequentes que recebe?

L – Eu adoro essa interação e sempre tento incentivá-las (os) a fazer penteados afro e assumir o cabelo natural. Entre as dúvidas mais frequentes estão a manutenção diária e indicação de profissionais!

D – Você acredita que o modo de vestir e usar o cabelo são uma forma de expressar a sua identidade? Se sim, de que forma seu cabelo atual a representa?

L – Sem dúvidas! Para mim, o meu cabelo, seja com trança, seja solto, representa o orgulho das minhas origens africanas, a força, a criatividade do meu povo e todo o valor de sua história.

D – O que você acha de alguns movimentos de afirmação da cultura afro que são contra o uso, por exemplo, de chapinhas e tratamentos de alisamento? Sua escolha de penteado atual tem alguma relação com isso?

L – Acho que todo mundo tem o direito de usar o que quiser, desde que não fique escrava de um penteado e que aquilo se torne uma condição para uma aceitação. Sempre fui criada para ter muito orgulho da minha pele e cultuar minha crespice, por isso, nunca optei por processos químicos como o alisamento.

D – Quem são seus ícones de estilo?

L – Solange Knowles, Rihanna, Julia Sarr-Jamois e M.I.A.

D – Para finalizar, que dica você daria para quem está com vontade de adotar um corte, cor ou penteado mais diferente?

L – Para quem quer adotar penteados afro, a primeira dica é não encará-los como “diferentes”, mas sim, como um visual repleto de história e naturalmente exuberante. Inovar, mudar é sempre bom, uma forma de circular novas energias e de nos rejuvenescer. Para que essa mudança seja ainda mais positiva, é sempre bom ter a ajuda de um profissional de confiança, seja aquele que te acompanha há anos, seja uma boa indicação. 🙂

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