Desenroladas


Liberdade feminina em pauta na nova campanha da quem disse, berenice?

Recentemente, o Think Eva promoveu uma pesquisa com a proposta:  “O que as mulheres mais conectadas pensam sobre a publicidade”. E o resultado foi o de que nos tornamos indiferentes à propagandas veiculadas atualmente, com 62,4% das participantes respondendo que os comerciais despertam mesmice. Tanto tempo não nos sentindo representadas, que passamos a ignorar a publicidade, que já não nos afeta nem positiva nem negativamente.

“Ainda que uma representação mais humana, responsável e cuidadosa seja essencial e urgente por motivos óbvios, os resultados salientaram a necessidade de uma mudança na forma como as marcas falam com as mulheres simplesmente porque fórmulas tradicionais não funcionam mais. Mesmo comercialmente, elas perderam o impacto e vão direto para a “caixa de spam” da mente das consumidoras.”, diz Juliana de Faria, uma das sócias da Think Eva

Na pesquisa, 55,7% indicaram não ter visto nenhuma propaganda que tenha chamado a atenção recentemente e o desejo mais expressado foi a de uma comunicação mais inclusiva e que contemple suas necessidades. Ao retratar mulheres, inteligência é a principal característica que as respondentes gostariam de ver nas peças publicitárias (85,8%), seguida por independência (72,4%).

E aí contei tudo isso pra falar sobre uma campanha que fez com que eu parasse e prestasse atenção na propaganda até o fim. E me sentindo representada! Foi a nova campanha da quem disse, berenice?, que se baseou na ideia de que mulheres já tem “não demais” em sua rotina e questionou paradigmas (que, claro, incluem maquiagem, mas que vão além). “A marca sempre falou de liberdade e ao mesmo tempo teve contato com muitas histórias de mulheres que deixavam de fazer coisas por acreditarem que algo ‘não era pra elas’. A campanha vem para encorajá-las a perceberem que tudo o que quiserem será para elas”, explica Gustavo Fruges, gerente de comunicação e branding de quem disse, berenice?. Aqueles dois pontos acima citados, se fazem presentes no discurso da campanha.

quemdisse

Com um time heterogêneo (que inclui a maravilhosa Ju Romano), me vi representada naquelas mulheres e naquele discurso. O feminismo precisa entrar na agenda da publicidade, para quem sabe possamos voltar a nos encontrar nas páginas de revistas e comerciais. Ah, e que não aconteça somente em propagandas de maquiagem ou moda, hein?