Desenroladas


O desafio (diário) do amor próprio

Você tem medo da palavra “gorda”? Eu não, mas já tive. E não, eu não vim falar sobre gordofobia, vim falar sobre ser plus size, sobre desafiar padrões e sobre o amor próprio.
Pra iniciar essa conversa, tenho que dizer que eu sou plus size, o que faz de mim uma mulher gorda. A palavra, por si só, traz muito mais peso na sua significação: ofensa. Mas, veja só, ser gorda nada mais é do que também ser magra, alta, baixa, morena, branca, negra e mais meio milhão de adjetivos/características que eu poderia citar aqui.
Vou contar minha história de vida pra vocês: nunca sofri com o meu peso. Como posso sofrer com algo que eu sempre fui? Mesmo 30kg mais magra, mantive minha blusa GG, meu sutiã 48, minha calça 48 e a papadinha abaixo do queixo. Mas a verdade é que essa reflexão eu só consigo fazer hoje, depois de muita análise e luta em busca da aceitação de mim mesma.
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Muito louco isso de lutar pra se aceitar, né? Mas acontece. Esse padrão perfeito de beleza que nos é imposto faz dessas com a gente. A questão é: nós, gordos (isso mesmo, nem gordinhos, nem fortinhos, apenas gordos) não somos criminosos pelo peso que temos, usar a palavra gordo não é uma ofensa e, por incrível que possa parecer, sou gorda e não sou infeliz.
Ah, e o mais importante: gordo não é sinônimo de preguiça, desleixo ou falta de saúde. A matemática explica que a fórmula nem sempre se encaixa. Tô aqui eu de exemplo pra vocês, então.
Falar disso é algo tão visceral pra mim que resolvi prestar um serviço caso você aí, desenrolada, passa pelo mesmo que eu. 🙂
Hoje a gente começa a tag #DesenroladaPlus, em que eu, Elaine (que não sou nenhuma Tess Holliday ou Ju Romano da vida), vou vir de vez em quando falar com vocês sobre moda, comportamento e empoderamento plus size, na esperança de ajudar alguém a se aceitar e se amar mais um pouquinho.
Se sentir bonita e se sentir bem consigo mesma, não deve possuir um padrão ou um número específico. Temos todo o direito de apenas S E R, não é?