Desenroladas


Visita à tribo indígena Jenipapo-Kanindé

Esta é Mãe Pequena, da tribo JenipapoKanindé (residente no município de Aquiraz/CE), a primeira mulher cacique do Brasil. Tive a oportunidade de conhecer este ser forte e um pouco dos seus costumes numa visita ao Museu Jenipapo-Kanindé, em fevereiro deste ano. Como pioneira na história do nosso país enquanto liderança indígena, era de se esperar que ela fosse bastante reconhecida, certo? Porém, seu nome e sua trajetória são ocultos para uma boa parte da população. Poderia citar uma longa lista de motivos para este fato, mas a verdade é simples: os povos indígenas brasileiros, infelizmente, permanecem invisíveis para o grande público.

Inicialmente escravizados pelos portugueses e espanhóis após a “descoberta do Brasil”, os índios foram dizimados ao ponto de restarem poucas comunidades destes que eram os habitantes originais do nosso país. Dos cinco milhões que aqui habitavam, hoje só restam 460 mil de acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio). Como eles estão hoje? Segregados em suas comunidades, afastados dos grandes centros urbanos (onde existe mais oportunidade de emprego) e lutando de formas precárias para ter a posse legal de suas terras, dentre tantas outras questões.

Território

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Narrativas de mulheres fortes são destaque na Bienal Internacional do Livro do Ceará

Começa hoje a XII Bienal do Internacional do Livro do Ceará sob o tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, em alusão a infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e virtual, fazendo uma grande homenagem ao acervo literário universal, à cultura e à identidade brasileira como patrimônio da humanidade.

O evento segue até o dia 23 de abril no Centro de Eventos do Ceará e, dentro dessa variedade de assuntos, um dos grandes focos é a programação comandada por mulheres fortes. Dentre as escritoras, destacam-se Paulina Chiziane (a primeira moçambicana a publicar um romance), Kiusam de Oliveira (escritora, bailarina e contadora de histórias que escreve livros infantis sobre cultura negra) e Conceição Evaristo (doutora em literatura comparada que só conseguiu terminar os estudos aos 25 anos, conciliando com o trabalho de empregada doméstica).

Diante de tantas histórias inspiradoras, fizemos um recorte da programação da Bienal com foco no trabalho dessas mulheres:

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Eletric Circus abre exposição “Nisias” somente com artistas mulheres

Nesta semana, a Eletric Circus abre a exposição Nisias (uma homenagem a primeira feminista brasileira – A escritora nordestina Dionísia Gonçalves Pinto que ficou conhecida pelo pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta), uma mostra que irá apresentar trabalhos inéditos e com o foco no mês das mulheres.

A curadoria da expo focou em três nomes artísticos femininos cearenses: Tereza Dequinta, do coletivo Acidum; Ise Araújo, do coletivo Monstra; e as meninas do Uinverso, com um lindo trabalho em cerâmica fugindo dos padrões de arte urbana, mas somando no estilo proposto da exposição.

Além dos trabalhos expostos; gravuras, serigrafias e diversos outros produtos originais estarão disponíveis para compra na loja, localizada na própria galeria.

Vamos? Vamos!

Quando? 29 de março (quarta-feira), a partir das 19h.
Onde? Electric Circus Studio – Rua João Brígido, 316
Dionísio Torres – Fortaleza – Ce.
Atrações musicais: Dj Denilson Albano e convidados.

Mais sobre as artistas convidadas

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