Desenroladas


Fortaleza 290 anos e o #movimentofortalezafechação

Fortaleza celebra hoje seus 290 anos. E como forma de fazer uma singela homenagem à nossa terrinha, uma vez que somos nascidas e criadas na capital alencarina, relembramos o #movimentofortalezafechação.

A intenção é ter uma atitude “fechativa” (ou seja, cheia de close, pose e carão) em pontos espalhados pela cidade. Aí teve Praça dos Leões, Dragão do Mar, Passeio Público e mais vários lugares símbolos de Fortaleza em que chamamos a atenção com muita fechação e o típico bom humor cearense!

Tudo começou com essa foto…

oinicioGabi, Clara e Zé Filho na Praça dos Leões, em alguma festa que já não nos lembramos mais.

E foi rendendo mais fechações…

@gablesdourado2

No Centro Dragão do Mar.

@claradourado3

No poço da draga.

E ganhando novos adeptos…

@julyyes
@claradourado

@clauandtreasure
Captura de Tela 2016-04-13 às 09.35.52

@atay.marcelino
Captura de Tela 2016-04-13 às 09.36.56

@romulocosta
@romulocosta

@rafaeleuterio
@rafaeleuterio

@maximodaoficial
@maximodaoficial

@bellecrissd
bellecrissd

E, recentemente, voltando ao lugar de origem…

@gablesdourado

Parabéns, Fortaleza!

Hoje a Terra da Luz completa 290 anos e nós a agradecemos por nos inspirar, instigar nosso senso crítico e dar sede de transformação. Fortaleza é massa!

disin

Estoril recebe primeira exposição do fotógrafo Tiago Lopes

Vê.Nus - Tiago Lopes

Um olhar livre, uma câmera na mão, muitas ideias na cabeça e corpos femininos como inspiração. Assim nasce a primeira exposição individual do fotógrafo baiano, radicado em Fortaleza, Tiago Lopes. Intitulada “Vê.nus”,  a mostra que reúne 18 fotografias, será aberta ao público nesta quinta-feira (03/03), às 19 h, no Estoril – Galeria Mário Barata. A visitação segue até 6 de abril. E ô coisa boa é acompanhar o sucesso de amigos talentosos e cheios de vontade de fazer coisas novas por essa Fortaleza.

Realizada pela produtora cultural O Mercador, em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), a exposição traz gratuitamente ao público a oportunidade de lançar um novo olhar sobre o corpo. Referenciando o mito da deusa romana Vênus, que personifica a beleza, sexualidade e a fertilidade, Tiago Lopes quis desafiar o público a ver os nus femininos sob outra ótica, para além das formas esculpidas pela luz.

“A exposição Vê.Nus é um compilação, a partir do recorte feminino, de um projeto de pesquisa bem maior que vem sendo desenvolvido há três anos. Sua essência é registrar de forma natural seres humanos utilizando apenas a luz solar como ferramenta que desenha e revela o corpo real, que ressalta e festeja as diversas formas e cores presentes nesses seres solares”, conta o artista, que já participou de diversas exposições coletivas e pela primeira vez apresenta uma individual.

Curiosidade:

No início desse processo do Tiago de observar os corpos com um olhar mais natural, ele produzia ensaios com mulheres “reais”, em situações cotidianas, sem retoques de photoshop. Essa proposta se tornou um editorial de lingeries aqui pro Desenroladas, o “Sensualidade Natural”. Para relembrar, clica aqui!

SERVIÇO:

Vê.Nus – Exposição individual do fotógrafo Tiago Lopes

Local: Estoril – Rua dos Tabajaras, 397, Praia de Iracema;

Abertura: Amanhã – 3 de março de 2016, às 19h;

Visitação: até 6 de abril de 2016 (terça a domingo, das 16h às 22h);

Recomendação etária: maiores de 12 anos;

Entrada franca

DCIM100GOPRO

Exposição: Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México

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Tudo começou com São Paulo. Foi buscando passagem para a capital paulista que decidimos olhar passagens para outros destinos da América Latina e… as passagens para Santiago, no Chile, estavam praticamente do mesmo valor. Mas, além do “simples” desejo de viajar, havia um motivo forte para ir à São Paulo: a exposição Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México, que ficou em cartaz entre 27/09/2015 e 10/01/2016, no Instituto Tomie Ohtake. Então, conseguimos pegar um vôo para Santiago que teve uma conexão de 22 horas em Guarulhos e o que nos deu tempo suficiente para ver a exposição e matar um pouquinho da saudade dessa cidade que tanto amamos.

Chegar ao ITO de transporte público é super fácil. Basta pegar a linha amarela do metrô e descer na estação Faria Lima. De lá para o prédio do Instituto são alguns bons quarteirões, mas a arte de rua e aquela movimentação típica de um grande centro urbano deixam o trajeto mais interessante. Já na porta do Instituto, tive uma grata surpresa: apesar da intensa divulgação e de ter pinturas da pintora surrealista mais famosa de todos os tempos, a fila para a exposição estava bem tranquila – ao contrário da exposição “Obssessão Infinita”, de Yayoi Kusama, e “ Salvador Dali”, ambas também realizadas lá.

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A mostra reuniu cerca de 100 obras de 15 artistas, sendo 20 delas obras de Frida Kahlo. O recorte focaliza especialmente artistas mulheres nascidas ou radicadas no México, protagonistas, ao lado de Kahlo, de potentes produções, como Maria Izquierdo, Remedios Varo e Leonora Carrington. Entre as mulheres artistas mexicanas vinculadas ao surrealismo surpreende a abundância de autorretratos e retratos simbólicos. Entre as 20 pinturas de Frida na exposição, seis são autorretratos. Há ainda outras de suas telas que trazem a sua presença, como em “El abrazo de amor del Universo, la terra (México). Diego, yo y el senõr Xóloti”, 1933, e “Diego em mi Pensamiento”, 1943, além de uma litografia, “Frida y el aborto”, 1932.

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O visual icônico de Frida foi imortalizado em suas telas, sendo hoje a indumentária colorida e folclórica algo indissociável da imagem da artista. Na contramão do modismo de sua época, ela mergulhou na tradição mexicana sendo ela mesma uma porta-voz da cultura de seu país, não somente através de sua arte, mas também de suas vestimentas. Alguns trajes típicos mexicanos também integram a exposição, tornando-a ainda mais rica para quem, como nós, tem interesse por moda. As próprias telas são uma belíssima fonte de compreensão do vestuário utilizado pelas mulheres mexicanas entre as décadas de 1920 e 1940.

Outro ponto interessante da exposição é perceber a forma como a multiplicidade cultural mexicana, rica em mitos, rituais e crenças espirituais diversas, favorece a atmosfera criativa surrealista. Segundo a curadora da mostra, Teresa Arcq, “a estratégia surrealista da máscara e da fantasia, que no México forma parte dos rituais cotidianos em torno da vida, a morte no âmbito do sagrado, funcionava também como um recurso para abordar o tema da identidade e de gênero”.

Sendo uma das artistas mais influentes do XX, que emociona multidões com seu trabalho e também com sua intensa história de vida, Frida Kahlo permanece como uma de nossas maiores inspirações. Afinal, o mundo precisa de mais mulheres corajosas como ela, que não só enfrentou limitações físicas, como sociais em nome do que acreditava. Viva Frida!

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Obra de Frida Kahlo

Obra de Frida Kahlo

Obra de Remedios Varo

Obra de Remedios Varo

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Retratos de Frida Kahlo

Retratos de Frida Kahlo

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Traje típico mexicano

Obra de Frida Kahlo

Obra de Frida Kahlo

Obra de María Izquierdo

Obra de María Izquierdo

Capa da revista mexicana"Mujeres" de 1960

Capa da revista mexicana”Mujeres” de 1960

 

Foto: Instituto Tomie Ohtake

Foto: Instituto Tomie Ohtake