Desenroladas


Conheça o FIA {oficina de artesãs} e as novas formas de consumo

[FIA] - Editorial Renan-2-31

Pode ser que ainda inconsciente, talvez bem de leve, mas certamente a sua maneira de consumir tem mudado dos últimos tempos pra cá. Quem sabe você atentou para uma pequena marca local, resistiu à última liquidação ou ainda fez as pazes com o guarda-roupa percebendo as inúmeras possibilidades que lá existiam. Sim, nossos hábitos de consumo vem mudando e alguns projetos se destacam ao perceberem esse movimento e oferecerem alternativas criativas.

Dessa vontade de repensar os laços entre mercado, artesãos, designers e público, nasceu o FIA {oficina de artesãs}, um projeto encabeçado pela Catarina Mina e sua diretora, a Celina Hissa, em parceria com artesãos, instituições e outros profissionais apaixonados.

FIA {oficina de artesãs} surgiu durante oficinas para artesãs de Sobral e comunidades da região. Os encontros foram promovidos pelo IADH (Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano), pela Prefeitura Municipal de Sobral (Ceará) e contaram com a parceria da marca Catarina Mina, no formato de consultoria de desenvolvimento de produto. Durante meses de trabalho, os grupos de mulheres e Celina Hissa trocaram conhecimentos, desenvolveram peças e afinaram suas técnicas. O objetivo nessa etapa inicial foi aprimorar o fazer artesanal e potencializar a rentabilidade do trabalho das artesãs.

Ao final das oficinas, uma mini coleção já estava criada e peças pilotos prontas para serem reproduzidas. Contudo, veio à tona o principal problema: como fazer com que aquelas peças tão bonitas e idealizadas chegassem ao consumidor? E mais: como fazer com que as pessoas que se dedicaram ao artesanato pudessem se sentir encorajadas, confiantes e seguras, inclusive financeiramente, com aquilo que produziram?

Surgiu então a ideia de um financiamento coletivo. Mas, para entender todo o projeto e ainda discutir essas novas formas de consumo, conversamos com Celina Hissa e Livia Salomoni (que fez parte da criação das estratégias de planejamento).

1- O FIA nasceu de um insight ao final de uma oficina da Celina com artesãs de Sobral. Qual foram os primeiros passos para que esse insight virasse, de fato, um projeto?

Fui convidada para pensar mini coleções com as artesãs, melhorar os seus produtos para que essas mulheres pudessem ter um aumento em suas rendas.  Durante as oficinas formos percebendo que não bastava criar produtos, pois uma grande necessidade das artesãs dizia respeito aos canais de venda e comercialização. A criação de coleções sem a previsão de entrega de encomendas desestimulava o coletivo e dificultava o andamento das oficinas. Pensando em tudo isso, tive a ideia de um financiamento coletivo acontecendo em paralelo aos processos de criação.
Denominamos de mini coleções pois sabemos que são começos, o apoio do consumidor nessa hora é essencial, pois esse estímulo em paralelo a nossa criação que vai viabilizar a continuidade do projeto.
O sucesso desse projeto, além do benefício financeiro, fortalece a crença das artesãs de que o aprimoramento artesanal é algo vale a pena.
Paralelo a isso, a Casa da Economia Solidária (representada por Silvana Parente) também me convidou para pensar um material gráfico para as artesãs (logo, etiquetas, nome) e customização de uma plataforma digital.
Foi nesse momento, com essa pequena verba, que resolvemos fazer algo que realmente fizesse a diferença. Sabemos que além do aprimoramento do produto, da criação do material gráfico, de pensarmos etiquetas e embalagens, uma das maiores necessidades era também canais de venda. Tudo caminha junto:  é necessário produto, é necessário design gráfico, mas, antes de tudo, é necessário chegar até o consumidor.
Pensando nisso, surgiu a ideia de um financiamento coletivo. A verba seria toda revertida para viabilizar a produção das artesãs.

[FIA] - Processo_Parte_2_foto_haroldo_saboia-1471

2. Quais pontos desse processo de criação do FIA foram essenciais para que ele se tornasse viável (inclusive financeiramente)?

Primeiro, a confiança plena de Silvana Parente e Angela Monteiro (do IADH) nas sugestões feitas por mim e pela Lívia Salomoni
Segundo, a expertise da Catarina Mina, o conhecimento e as estratégias de planejamento da Lívia Salomoni, a generosidade dos profissionais apaixonados que se envolveram com o projeto e, essencialmente todos os embaixadores. O apoio desses profissionais (que passamos a chamar de “profissionais apaixonados” ), o apoio da Catarina Mina, que também passou a emprestar parte de sua estrutura e know-how, o apoio de Silvana (Representante do IADH) que confiou plenamente nas sugestões minhas e da Lívia Salomoni para reorganizar a verba inicial, tudo isso foi essencial para viabilizar o projeto.

3. O artesanato, até então, é produzido em moldes já viciados de produtos. Quais as fontes de inspiração para a criação de novos designs, sendo que até mesmo o nosso olhar já é muito acostumado dentro das possibilidades do artesanato?

A inspiração surge nos momentos mais inesperados, por isso essa pergunta é sempre tão difícil de ser respondida. Mas uma coisa que sempre inspira é aprender sobre a técnica e com as artesãs. As ideias vão surgindo quando elas me ensinam sobre o fazer, a partir daí vamos conversando e inventando, mudando detalhes. São nesses momentos que a criação começa.

[FIA] - Editorial Renan-2918

4. Apesar de já bem conhecido e com incríveis cases de sucesso, o financiamento coletivo ainda gera dúvidas, tanto de quem compra como de quem produz. Quais foram as dúvidas de vocês e o que fizeram acreditar que essa era uma maneira interessante de consumo?
Nos parecia bem simples: Havíamos criado produtos incríveis com preços super acessíveis. Tudo que precisaríamos era conseguir chegar até as pessoas e contar essa história.
Nosso único desafio seria que o consumidor esperasse um pouco pela chegada deste produto, mas o Natal nos deu um mote que justificava tudo. Além disso, os produtos eram lindos. Apostávamos muito nisso! Também, muitas vezes, o artesão se desestimula a fazer novas peças por não haver venda garantida. Por outro lado, o ritmo próprio do trabalho artesanal não condiz com a produção acelerada e com a venda em enormes quantidades.  Outro ponto que colaborou bastante foi a conteúdo já disponível na plataforma do Catarse e o apoio dos profissionais desta rede. Eles fazem questão de compartilhar experiências anteriores, possibilitando que você planeje muito bem uma campanha antes de subí-la na plataforma. No entanto, há uma ansiedade gigantesca de nossa parte e de todas as artesãs de que a meta de arrecadação que estipulamos (R$25.000) seja atingida até o dia 13 de novembro. E o Catarse funciona no modelo “tudo ou nada”. Ou seja: ele só repassa o dinheiro arrecadado se a campanha atinge a meta planejada. É um misto de emoção, ansiedade, crença de que vai dar certo e uma vontade de ter amigos, entusiastas e interessados ao nosso lado nessa campanha. Fica clara aqui mais uma vez a importância do consumidor nesse processo.

[FIA] - Editorial Renan-2821

5. A Catarina Mina iniciou o projeto #umaconversasincera que trazia um novo tipo de relação entre o artesão e a marca. De que modo esses projetos conversam (FIA e #umaconversasincera)?
A ideia de incluir o consumidor como protagonista no sucesso de um projeto está em ambos os projetos. O projeto #umaconversasincera viabilizou que a rede de artesãs colaboradoras da Catarina Mina triplicasse em menos de um ano, todas recebendo valores justos pelo seu trabalho, várias recebendo quase dois salários mínimos. Isso só é possível porque o consumidor acredita e se implica na cadeia de consumo. Entendendo seu lugar não apenas como consumidor, mas principalmente como viabilizador de um projeto. Principalmente no caso do artesanato, a reinvenção desse fazer e sua continuidade na nossa cultura precisa ser entendido como algo que depende de várias mãos.

6. Vivemos um momento especial de questionamento sobre a responsabilidade do consumidor final sobre o processo de produção. Mas, até que ponto vocês sentem que essa consciência é real? Até onde ela faz parte de uma massa ou se mantém em um nicho?

Acreditamos que é difícil definir exatamente até onde ela é real ou parte de um nicho, na verdade ambos se misturam e se influenciam mutuamente. Acredito que o questionamento mais profundo existe realmente em um nicho, mas ele reverbera, influencia e guia muitas pessoas.
Além disso, existe um questionamento intuitivo, corporal, que toca a pele, sabe?! Mesmo que não chegue a ser racional, esse questionamento está em todos nós que vivemos o século XXI. Hoje sabemos, mesmo que sem elaborar o discurso, sabemos na pele, o quanto é importante um consumo cada vez mais consciente.  A gente aposta nisso, e só vê sentido nesse trabalho de comunicação e produção de novos produtos quando pautados neste tipo de reflexão.

[FIA] - Editorial Renan-2695

7. O FIA conta com uma rede de colaboradores, além da Celina e da Lívia. Qual foi o papel de cada um?

Celina Hissa (concepção, direção de arte, redes sociais)
Livia Salomoni (concepção, planejamento, redes sociais)
Haroldo Saboia – Imagens
Lucia Evangelista – Textos
Jackson Araujo – Embaixador
Pedrinho Fonseca – Embaixador
Elisa Bezerra – Embaixadora
Antenor – Embaixador
Ney Filho – Embaixador
Milena Holanda – Embaixadora
Mariana Marques – Embaixadora
Fernando Barroso – Embaixador
Paulo Junior (Caramelo) – Assessoria de Imprensa

Como funciona:

1.     O consumidor encontra um catálogo da mini coleção desenvolvida pelas artesãs no site do projeto no Catarse (http://catarse.me/fiaoficina)

2.     O apoio é feito por meio da encomenda de uma ou mais peças. 

3.     O valor desse apoio funciona como uma pré-compra, viabilizando a matéria prima da própria peça e a remuneração das artesãs, que já começam a trabalhar com renda garantida. 

4.     As peças serão enviadas pelos Correios a partir do início de dezembro para todos aqueles que confiaram e apostaram nesse novo jeito de vender e comprar.

Saiba mais:

Eubiose EcoFestival: Em busca do equilíbrio

blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-22

No retrovisor do carro, asfalto, posto de gasolina, semáforos e muitos carros. À frente, um gps ajudando a nos guiar pelas estradas do Eusébio, bichinhos de rua, casas simples e coloridas e muitas árvores. Era um sábado à tarde e o objetivo era chegar ao Eubiose EcoFestival. Em sua primeira edição, o evento aconteceu no sítio onde mora um dos seus principais organizadores, o Davi. No meio do caminho, a tecnologia falhou: o aplicativo no celular não manjava tanto dos “paranauês” daquelas redondezas. Vimos o mapa que havia sido desenhado pelo pessoal do Eubiose e nele constava que estaríamos no lugar certo quando chegássemos ao “fim do asfalto”. Simbólico.

De fato, estar naquele lugar parecia fazer parte de uma realidade bem distante da correria da cidade. Ali, estava um coletivo de pessoas em perfeita harmonia buscando formas mais equilibradas de conviver consigo, com o outro e com a natureza. A programação trouxe palestras, oficinas e vivências em torno de temas como sagrado feminino, bioconstrução, pintura, yoga e biodança, dentre outras. O espaço tinha ainda a pista de música, duas exposições fotográficas (com os projetos “Mulheres da Lua”, de Camilla Albano, e “Gaia”, de Carol Monteiro) e as áreas de cinema, massagem, camping e gastronomia (que servia várias opções de comidinhas, sendo a maioria vegetariana). A estrutura era pequena, mas deu pra notar que havia sido pensada com muito carinho em cada detalhe.

A proposta do Eubiose pode parecer ligeiramente utópica, mas qualquer pesquisa de tendência aponta a necessidade urgente da humanidade rever sua relação com o todo, com o meio ambiente. Durante as conversas e palestras, ficou claro o poder que temos nas mãos através de ferramentas como a educação e a internet. Ao longo do fim-de-semana, a principal bandeira levantada foi a de que juntos, somos mais fortes. A mensagem busca tanto a comunhão com a natureza, como entre nós e também com os outros animais. A ideia não é mudar a estrutura sócio-econômica e industrial global da noite pro dia, claro. Mas gerar reflexão sobre a forma como caminhamos pelo mundo. Por exemplo: os rastros que deixamos com nosso lixo, a forma como educamos nossas crianças e a nossa participação política.

Para mim, o desejo que fica é o de que essa cultura de paz, ainda considerada por muitos como “alternativa” e que resiste às margens da estrutura urbana atual, consiga reunir cada vez mais pessoas. Por enquanto, vamos cada um fazendo o melhor dentro de nossas possibilidades, buscando agregar e compartilhar ao máximo o que a vida nos presenteia em forma de aprendizado. Parafraseando Gandhi: “seja a mudança que você quer ver no mundo.”

blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-24blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-18blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-19blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-9blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-14blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-23blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-16blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-20blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-4blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-3blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-21blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-15blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-27blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-25blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-26blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-12blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-13blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-11blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-10blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-6blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-7blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-5blog-desenroladas-eubiose-eco-festival-28

Terceira edição do festival “Além da Rua” promove arte em diversas plataformas por Fortaleza

acidum-project

Robézio e Tereza, o casal por trás do Acidum

Um festival que une arte em diversas plataformas e promete espalhar muitas cores por Fortaleza? É claro que estamos dentro! O Além da Rua – Festival de Artes e Conexões, acontece de 27/09 a 03/10, em diversos pontos da cidade, e traz oficinas, workshops, intervenções urbanas e peças de teatro que devem movimentar intensamente o circuito cultural da capital cearense.

O evento nasceu em 2009, em paralelo com a própria arte urbana na cidade de Fortaleza, acreditando no coletivo, enquanto possibilidade, o festival chega à sua terceira edição ganhando e colorindo ruas, praças e espaços culturais do centro da cidade.

Trabalhando arte urbana, mídias, meios e modos da arte, inspira reflexões e possibilidades. Traz múltiplas linguagens, embebecidos de diferentes culturas, multi-linguagens e artistas engajados, o Além da Rua busca à convergência, coletividade e a cultura de participação.

Para reafirmar o gosto pelas boas parcerias, ATO Marketing Cultural e ShotUp, somam-se ao Acidum Project na realização desta edição. Na programação, além da arte urbana e ações formativas, há teatro, música, performances, dança, regionalidades e cores, muitas cores.

Veja a programação completa e saiba mais sobre os participantes desta edição:

Dia 27/09 (DOM)

16h – Cerimonial de Abertura – Além da Rua
Local: Teatro Carlos Câmara / PALCO EXTERNO
Classificação: Livre
18h – Interiores (Performance) – Thomas Saunders (CE)
Duração: 20 min
Classificação: Livre
Ginger Grace abre seu coração e apresenta pedaços de histórias de sua própria vida. Nesta performance procura explorar as camadas internas do artista, como uma espécie de cartasse das opressões familiares que fora submetido ao longo de sua trajetória. O Interiores é Além…
20h – “CREWolagem”- Rubéns Lopes e Tatá Tavares – Duo (CE)
Local: Teatro Carlos Câmara / Pátio
Duração:20 min
Classificação: Livre
CREWolos tem como desejo dar visibilidade a cultura negra no Estado do Ceará. Para isso seus integrantes trabalham, dentro de suas linguagens, a questão racial e identitária negra, o empoderamento e a resistência do ancestral na contemporaneidade. O CREWolagem nos leva Além…
21h – Encontro de DJ’s – Luancito (PA) e Lacina Onça
Local: Teatro Carlos Câmara / Palco externo
Classificação: Livre
Duração: 60 min
Artista Multimídia e Produtor Musical paraense, desenvolve projetos que integram videomapping, muralismo e música a partir da criação de composições interativas onde explora a riqueza das culturas imagética e sonora das zonas periféricas da América Latina e convida a DJ Lacina Onça. O Encontro de DJ’s vai Além…
Dia 28/09 (SEG)
09h às 12h – Workshop Colagem – Célio Celestino (CE)
Local: Vila das Artes

Pesquisador da criação de narrativas ficcionais, onde a presença de tipos humanos é uma constante, bem como, da desconstrução dos padrões normativos e dos códigos sociais que se fazem presentes, Célio faz colagens e narra histórias visuais. Célio é Além…

14h às 17h – Workshop Aquarela – Juliana Rabelo (CE)
Local: Salão das Ilusões
Juliana Rabelo é bacharel em Design de Moda e atua como ilustradora, blogueira e professora freelancer. Ministra cursos e oficinas na própria UFC, no Sesc, no Baião Ilustrado, Universidade Paulista de Artes (SP) e na Kipling (SP) e agora se soma ao elenco do Além da Rua, para colorir e encantar. Juliana é Além…

18h30 – Galinhas, Mulheres, Galinhas – Cia. Ponto (CE)

Local: Teatro Carlos Câmara / Pátio
Duração: 20 min
Classificação: Livre

Em quais circunstâncias o corpo da mulher pode estar em propriedade de alguém que não é ela? Galinhas Mulheres Galinhas é um deixar visível as feridas de todas as agressões que as mulheres sofrem no dia-a-dia. Cia. Ponto é Além…

Dia 29/09 (TER)
09h às 12h – Workshop Colagem – Célio Celestino (CE)
Local: Vila das Artes

09h às 17h – Intervenção Urbana – A Periferia invade o Centro – Viktor Braga (CE)
Local: pelas Ruas do Centro

A partir da necessidade em observar as contradições nas periferias e a identidade dos sujeitos que as compõem, a fotografia de rua se adequa como uma abordagem interessante nessa investigação dos aspectos que podem ser compreendidos na descrição de uma periferia. Viktor Braga nos leva Além….

14h às 17h – Workshop Aquarela – Juliana Rabelo (CE)
Local: Salão das Ilusões
19h – Rotas de Conexão

Local: Casa Amarela

Objetivando os encontros e as boas trocas o Além da Rua convida à uma roda de Conversa sobre arte, urbanismo e convergência, para Além da Rua. Para esse papo convidamos:

Bozó Bacamarte (PE)

Daniel Ferreira da Silva, mais conhecido como Bozó, oriundo de Olinda (PE) faz do grafite meio de expressão. Logo cedo, Bozó sentiu a necessidade de buscar uma comunicação mais direta com o publico, constantemente imerso no caos urbano e de informação existente nas ruas de grandes cidades, Bozó vai Além…

DABTAR – Captain Borderline (Alemanha)

Formado pelos artistas A. Signl, B. Shanti e Dabtar que revelam fronteiras no pensamento coletivo e na sociedade para logo em seguida apagá-las. O coletivo trabalha com murais e paste-ups e enche de vida os espaços públicos urbanos com de adesivos, pôster, instalações e murais. Com ironia e crítica social Captain Borderline vai Além…

Luan Rodrigues – Ondas Tropicais (PA)

Apresenta um paralelo difícil de ser encontrado, ao misturar cumbia, chicha, carimbó, merengue e guitarrada, de forma a fazer que esses ritmos conversem e completem, com tecnologia somando a música eletrônica. Luan Rodrigues e suas Ondas Tropicais vão Além…

Acidum Project (CE)
O Acidum é um projeto de coletivo nascido na cidade de Fortaleza-Ce, que vem realizando trabalhos referentes à Arte Urbana. Criado pelo artista Robézio (a.k.a AC/D1) em 2006. Seja com murais, design, fotografia, graffiti, Lambe-Lambe, Tatuagem, Stickers, Stencils, projetos áudio visuais ou exposições o coletivo deixa uma de suas marcas principais que é o experimentalismo e sua matriz de inspiração na arte urbana. O Acidum Project é Além…
Dia 30/09 (QUA)

09h às 12h – Workshop Colagem – Célio Celestino (CE)
Local: Vila das Artes

14h às 17h – Workshop Aquarela – Juliana Rabelo (CE)
Local: Salão das Ilusões
14h às 20h – Workshop Cross Media – Luan Rodrigues (PA)

Local: Vila das Artes
Dia 01/10 (QUI)

14h às 20h – Workshop Cross Media – Luan Rodrigues (PA)

Local: Vila das Artes
Com conceitos teóricos e práticos básicos, para o desenvolvimento de um projeto que entrelace técnicas de muralismo e video mapping, através de um panorama com os principais recursos e ferramentas disponíveis atualmente. Uma experiência Além…

Dia 02/10 (SEX)

09h às 12h – Intervenção Lambes da Oficina de Colagem – Célio Celestino (CE)

Local: Vila das Artes e pelas Ruas do Centro
14h às 20h – Workshop Cross Media – Luan Rodrigues (PA)

Local: Vila das Artes
19h – Rotas de Conexões
Local: Vila das Artes

O Além da Rua acredita em ações de formação como caminho de transformação, por isso a convidamos à uma roda de conversa sobre o próprio Festival Além da Rua, com:

Ato Marketing Cultural (CE)
Realizadora do Festival das Artes Cênicas, a ATO Marketing Cultural é uma empresa que se propõe a criar elos e afetos entre as várias esferas que se relacionam com o setor Cultural, artistas, produtores, empresas patrocinadoras, setor público, mídias e público. Desde 2009, transformando sonhos em projetos e projetos em realizações. A Ato é Além…

Acidum Project (CE)
O Acidum é um projeto de coletivo nascido na cidade de Fortaleza-Ce, que vem realizando trabalhos referentes à Arte Urbana. O Acidum Project já realizou diversas proposta de ações e interações coletivas com outros artistas pelo Brasil e mundo. O Acidum Project é Além…
ShotUp (CE)
Uma produtora jovem, cheia de novas ideias que atua diretamente no mercado com criatividade e ousadia, sempre buscando resultados inovadores. Com uma equipe diversa, engajada e descolada. A ShotUp vai Além…

Vila das Artes (CE)
Um equipamento de formação em artes, que apoia e incentiva projetos, pesquisas e a difusão cultural. Vila das Artes é Além…

20h30 – DJ Luancito (PA)
Local: Vila das Artes

Luancito apresenta um som dançante. É um convite a deixar o corpo solto para o corpo fluir nas ondas que fazem a cintura mover, pois ouvir esse som e ficar parado é impossível. Luancito nos leva Além.

Dia 03/10 (SÁB)

08h às 10h – 3 intervenções Urbanas – Grupo Descoletivo (CE)
Espelho – Spam – Pise a Grama
Local: pelas Ruas do Centro

Espelho
Intervenção urbana composta por painéis de fotografias, coladas no chão, que surpreendem os passantes com reflexos do céu que pouco se ver. O Descoletivo desloca o caminho do passante sem, no entanto, alterá-lo.
Spam
A ação consiste em, assim como no virtual, enviar mensagens não – solicitadas a destinatários. Nesse caso, nosso spam chega até as caixas de correspondências de residências aleatórias, tensionando, ainda, os limites entre real e virtual.
Pise a Grama
Aplicações em stencil com a frase “Pise a Grama”, feita propositalmente em asfalto, local improvável de nascer grama devido às próprias condições do material, trazendo a reflexão sobre como seriam estes espaços caso fossem cobertos de verde.

Experiências que vão Além…

16h – Cortejo – Maracatu Solar (CE)
Trajeto: Praça José de Alencar – Praça dos Leões
Concentração: Teatro José de Alencar
Percurso: seguindo pela Guilherme Rocha até a Praça dos Leões
Duração: 60min
Classificação: Livre

O Maracatu SOLAR, é um programa de formação cultural continuada da Associação Cultural Solidariedade e Arte – SOLAR, criado com forte fundamentação histórica, tem como objetivo agregar valores, e servir como instrumento de formação de novos praticantes (brincantes) de Maracatu nesta cidade de Fortaleza. O Maracatu Solar vai Além…

17h – Em 2 Cia. de Dança – Felipe Araújo (CE) e Isleudo Soares (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 30 min
Classificação: Livre

Criar espaços, estabelecer diálogos imagéticos, transportar paisagens de liberdades, corpo,parede seu olhar,a rua, nossa casa. Além dos prazos, andar por corredores urbanos fazendo rotas de fuga,e a noite, driblar os sistemas. Um grafite efêmero e uma dança igualmente fugaz,quase pueril . Dança que leva Além…

18h – Desistência Poética – Grupo Fuzuê (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 45 min
Classificação: Livre

Desistir ou resistir à tempestade?Correr de mãos dadas com ninguém, seguir a correnteza ou o fluxo “natural” das coisas, dos objetos, das relações. A imagem invertida nos permite subverter uma ordem, despretensioso de qualquer mudança, ausente de porquês, de respostas e de suas finalidades, um conflito análogo ao próprio cotidiano. Reflexões que vão Além…
19h – Apresentação Banda Marcial Bravah Cruz Vermelha (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 60min
Classificação: Livre

Projeto de arte, cultura e integração social, com percussão, soro, alegria, descontração, a Bravah Banda, que já é parceira do Acidum Projec, promete surpreender e ir Além…

20h – Yeeeh! – Pano de Roda (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 20min
Classificação: Livre

Um palhaço rock star, rock and roll, trocando rock por moedas, por miúdos, um rock de uma nota só. Um pedaço, um momento, rock bamba. Samba de um palhaço só. Só um palhaço, um pedaço, um momento…um momento…um momento. Transformando a praça em palco com direito à show pirotécnico. Além…
.
21h – Fruto do Pé – Januei (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 60min
Classificação: Livre

Somrealismo! É aquilo que permite, entre um acorde e outro, sair da marchinha de carnaval para o escárnio punk, bailar do maracatu ao heavy metal em uma dissonância e sambar surdo o carimbó new-wave. É também aquilo que define a Januei, banda cearense que busca na aliança do sonoro, verbal e imagético instaurar uma colagem surreal que reflita em suas composições e performances o caos da urbanidade. Januei é Além…

22h – Ondas Tropicais – DJ Luancito (PA)
Local: Praça dos Leões
Duração: 120min
Classificação: Livre

Ondas Tropicais, um passeio pelas sonoridades periféricas do mundo, que busca resgatar e experimentar, flertando com a mescla de vários ritmos, sempre misturando o tradicional e o eletrônico. Ondas Tropicais é um convite a deixar o corpo fluir. Vamos Além nessas ondas…
00h – Fertinha (CE)
Local: Praça dos Leões
Duração: 120min
Classificação: Livre

Projeto formado pelo quinteto de Dj’s: Cé da Silva, Darwin Marinho, Estácio Facó, Bia Turri e Erick Amorim (este último, atualmente morando em São Paulo), que apresnetam um repertório de música brasileira contemporânea, com clássicos do tropicalismo, samba, carimbo, tecnobrega, pessoal do ceará, novos músicos cearenses, groove, samba-rock, afrobeat e até indie-rock, uma pluralidade de estilos e ritmos, como o Além da Rua.