Desenroladas


Série ‘Girlboss’ já tem data pra estrear

A gente leu o ‘#Girlboss‘ numa respirada só. E, com o sucesso do livro, a história de Sophia Amoruso vai virar série. E o melhor, já tem data confirmada para a estreia na Netflix: 21 de abril de 2017.

A história da fundadora da marca de moda Nasty Gal contará com 13 episódios.

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Cinema: Cearense lança documentário emocionante sobre mulheres trans no sistema prisional

Mulher. Trans. Presa. Cada uma dessas palavras carrega estigmas e dores que muitas vezes são invisibilizados na mídia e na sociedade. Agora junte todas essas palavras numa mesma pessoa e tente imaginar quantas barreiras ela teve e tem que atravessar diariamente. É este o recorte do documentário “Close“, dirigido pela jornalista e cineasta Rosane Gurgel, que retrata internos GBT (gays, bissexuais, travestis) no sistema prisional cearense. O filme será lançado no Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco, em Fortaleza, nesta segunda-feira (30) de janeiro, às 18h, em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans (29/01).

O curta-metragem traz depoimentos de quatro personagens (Jéssica, Suyanne, Bruna e Nathália) que estão detidas na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, localizada em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, presídio destinado para presos GBT, idosos, deficientes físicos e condenados pela Lei Maria da Penha.

A exibição, com entrada franca, terá sequência de debate com o advogado e ex-secretário da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), Hélio Leitão, com o presidente da Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine) e repórter cultural do Jornal Diário do Nordeste, Diego Benevides, com a secretária da Secretaria da Sejus, Socorro França, e com a coordenadora política do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) e graduanda em Comunicação Social, Dediane Souza. Além de contar com a presença de uma das personagens do filme a egressa do sistema penitenciário, Bruna Mota (nome social).

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Acreditamos no diálogo e na visibilidade enquanto poderosas fontes de transformação social e convidamos você, nossa leitora, a ler nosso papo com a Rosane Gurgel e também a assistir o filme (que ficará em cartaz no Cinema Dragão do Mar).

Vamos lá?

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Estrelas Além do Tempo: um filme necessário

No final de 2016, a notícia de que uma youtuber fora assediada por Vin Diesel tomou o mundo. Dentre todas as declarações que a repórter fez,  vou destacar uma aqui: “quando estamos trabalhando, não queremos ser  bonitas. Queremos ser  inteligentes“.

O ano agora é 1961. Uma funcionária da Nasa, ao ser cortejada por um rapaz, ouve dele que não imaginava que uma garota poderia exercer uma função tão difícil. E ela responde: “sim, as mulheres podem fazer algumas coisas na Nasa. E não é porque usamos saias. E sim porque usamos óculos“.

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Sessenta anos de distância e estamos falando da mesma coisa. Mulheres lutando pelo direito de serem respeitadas em seu trabalho por, única e exclusivamente, sua capacidade profissional. E foi esse um dos pontos que me chamou a atenção em “Estrelas Além do Tempo“, filme de Theodore Melfi, que estreia nos cinemas brasileiros em fevereiro.

Nele, a história verdadeira de três mulheres negras matemáticas de elite  que revolucionaram a história da Nasa. Katherine Johnson (Taraji Henson), Dorothy Vaugh (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) formam um trio de mulheres visionárias que foram além das barreiras de gênero, raça e profissão como pioneiras das viagens cósmicas. Três amigas geniais que ocupam cargos na Nasa e galgam por espaços que façam jus a suas capacidades intelectuais e suas qualificações profissionais. Para isso, se veem diante de várias situações vexatórias em uma época de segregação racial no Estados Unidos.

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Tentando evitar spoilers, alguns pontos tocados pelo longa assustam mesmo a quem está constantemente se informando sobre os assuntos. Notar o quanto a sociedade pôde ter sido cruel a mulheres, aos negros e, principalmente, às mulheres negras. Perceber que direitos básicos como usar o banheiro, estudar e trabalhar eram negados. Pior, perceber que hoje não temos mais as placas sinalizando a segregação, mas elas continuam aí para quem tiver interesse em enxergar.

O filme em si é fantástico por diversos aspectos. Tem uma narrativa boa de acompanhar e, apesar de falar de um tema forte e impactante, tem seus momentos leves e divertidos. Ponto para o trio de atrizes principais, que além de brilhantes em suas atuações, são extremamente carismáticas.

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Mas, ele é, na realidade, um filme necessário. Em tempos de posse de um presidente misógino, racista e xenófobo, como Donald Trump, e em época e Golpe como o que vivemos no Brasil, um filme que exponha a realidade de mulheres negras, reforça a genialidade dessas mulheres e o quanto elas foram indispensáveis para a evolução da ciência e da tecnologia é um tapa na cara de quem insiste em nos qualificar apenas como “belas, recatadas e do lar”.

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