Desenroladas


Cinema: Cearense lança documentário emocionante sobre mulheres trans no sistema prisional

Mulher. Trans. Presa. Cada uma dessas palavras carrega estigmas e dores que muitas vezes são invisibilizados na mídia e na sociedade. Agora junte todas essas palavras numa mesma pessoa e tente imaginar quantas barreiras ela teve e tem que atravessar diariamente. É este o recorte do documentário “Close“, dirigido pela jornalista e cineasta Rosane Gurgel, que retrata internos GBT (gays, bissexuais, travestis) no sistema prisional cearense. O filme será lançado no Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco, em Fortaleza, nesta segunda-feira (30) de janeiro, às 18h, em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans (29/01).

O curta-metragem traz depoimentos de quatro personagens (Jéssica, Suyanne, Bruna e Nathália) que estão detidas na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, localizada em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, presídio destinado para presos GBT, idosos, deficientes físicos e condenados pela Lei Maria da Penha.

A exibição, com entrada franca, terá sequência de debate com o advogado e ex-secretário da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), Hélio Leitão, com o presidente da Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine) e repórter cultural do Jornal Diário do Nordeste, Diego Benevides, com a secretária da Secretaria da Sejus, Socorro França, e com a coordenadora política do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) e graduanda em Comunicação Social, Dediane Souza. Além de contar com a presença de uma das personagens do filme a egressa do sistema penitenciário, Bruna Mota (nome social).

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Acreditamos no diálogo e na visibilidade enquanto poderosas fontes de transformação social e convidamos você, nossa leitora, a ler nosso papo com a Rosane Gurgel e também a assistir o filme (que ficará em cartaz no Cinema Dragão do Mar).

Vamos lá?

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Women’s March: mulheres unidas ao redor do globo em luta pela igualdade

People shouts slogans during the Women's March rally in Barcelona, Spain, Saturday, Jan. 21, 2017. The march was held in solidarity with the Women's March on Washington, advocating women's rights and opposing Donald Trump's presidency. (AP Photo/Manu Fernandez)

Um momento para entrar na história. No último sábado, 21 de janeiro de 2017, rolou a Marcha das Mulheres, conhecida internacionalmente como Women’s March, uma marcha política com objetivo de promover a igualdade de direitos para todas as mulheres e também para as minorias dentro da minoria, como igualdade racial e igualdade LGBTQ. Os protestos aconteceram simultaneamente em diversos locais do globo, como Paris, Sidney, Berlim, Londres, Nairobi e Cape Town, mas em Washington D.C. teve um peso ainda maior.

O grande objetivo foi fazer uma declaração direta para o novo presidente dos EUA, Donald Trump, conhecido por suas declarações machistas, xenofóbicas e homofóbicas. No protesto, as principais pautas foram a reforma na política de imigração que Trump propõe, os direitos dos trabalhadores, questões ambientais e também o movimento #BlackLivesMatter.

Fica aqui nossa homenagem e o nosso agradecimento a todas as mulheres que lutam e seguem buscando uma transformação social, política e econômica mais igualitária. Vocês são nossa inspiração. Obrigada. 👊

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A Muslim woman in hijab is seen amid activists as they make their way to the Women's March in opposition to the agenda and rhetoric of President Donald Trump in Washington, D.C., U.S. on January 21, 2017. REUTERS/Adrees Latif - RTSWPMH

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Fotos: The Atlantic

2017 e uma nova Globeleza

Eu não achei que viveria para ver a Globeleza ser reinventada e ressignificada. Mas que bom que vivi e estou vendo!

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É o seguinte: a vinheta da Globo  para o Carnaval trouxe, durante 30 anos, uma mulher negra, nua e sambando. A chamada “Globeleza” durante todos esses anos era apresentada como representação da mulher brasileira, cheia de “gingado” e “sensualidade”. Tudo errado desde sempre! Mas quem imaginou que chegaríamos ao tempo em que essa mulher seria apresentada de uma outra maneira?

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