Desenroladas


Macro tendências para 2015

O ano inicia e as macro tendências se formam. Veja o que será destaque do verão 15/16 segundo o grupo WGSN, empresa de pesquisa e análise de tendências e notícias

Para além das resoluções e promessas, um novo ano traz também novas apostas e tendências na moda, no comportamento e no design. Para o verão 2015/16, o WGSN trouxe o tema “Better Together”, que é o resultado de estudos globais da empresa relacionados ao que deve tomar conta dos nossos desejos pelos próximos meses.

O tema central “Better Together” representa a junção de elementos, aparentemente justapostos, e que para a temporada de verão estão presentes em uma mesma tendência como elementos que se completam. Essas novas diretrizes mostram uma quebra dos padrões pré-estabelecidos a partir de uma miscelânea de sentidos e conceitos.

Subdividos nos temas “Deep Summer”, “Past Modern”, “Eco Active” e “Soft Pop”, as macrotendências são reflexos do atual modo de pensar, agir, comprar e se relacionar. As relações com a natureza e com o tempo, por exemplo, são foco da próxima temporada. Entre imagens inspiracionais e reflexos na moda, montamos também um guia com dicas culturais, como filmes e exposições.

Deep Summer

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Para o WGSN, a estranha beleza presente no fundo do mar nos faz lembrar as maravilhas do universo e as possibilidades fantásticas de ir além de seus limites. Como no museu debaixo d’água em Cancún ou as aventuras de Dory, do filme “Procurando Nemo” (2003), que ganhará um filme próprio a ser lançado em novembro deste ano. Na moda, as combinações de estampas e tecidos nas roupas fornecem um olhar rico, as silhuetas tornam-se longilíneas, os prints ficam mais vivos e os detalhes aparecem em tons de metalizado.

Past Modern

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Com o passado assumindo outra relevância e o tempo se tornando não linear, os termos “futuro” e “progresso” são interpretados de maneiras diferentes e as linhas do tempo começam a ser removidas da história. No Past Modern a feminilidade assume uma abordagem moderna com silhuetas esculpidas e tecidos texturizados. O retorno de fotos impressas na hora, como a da câmera Instax Mini, reforçam a macro-tendência. E lembra ainda a interminável viagem rumo a um destino misterioso do filme “2046 – Os segredos do amor”

Soft Pop

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O portal de tendências aponta o “Soft Pop” como “um mix criativo dos sentidos, que não está restrito ao gênero, sexualidade ou etnia”. Para o WGSN, nessa proposta o exagerado e a cultura pop da década de 90 se transformam em referências e em fonte de inspiração para o design. Na moda, as silhuetas acompanham a forma feminina com tecidos maleáveis e pops de cores alegres. Uma grande possibilidade para entrar nesse universo é a exposição Castelo Rá-Tim-Bum, que recriou cenários do seriado infantil ambientado num mundo de magia e fantasia, que completou 20 anos do início de sua veiculação. A mostra está aberta no MIS, em São Paulo.

Eco Native

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Para o WGSN , a interpretação do Eco Native se baseia na história do nosso mundo, que é ao mesmo tempo natural e artificial. A partir disso buscamos um papel mais ativo na procura de soluções para os efeitos colaterais que temos causado durante a história. O Eco Active traz o resgate de nossas raízes, através de uma paleta de cores turva com destaques brilhantes, misturando elementos do mundo natural e artificial. Os efeitos de camuflagem foram atualizados com estampas abstratas, criando uma história fresca e casual para o verão. Enxergamos a tendência também em portais especializados em viagens, como o “Nômades Digitais”, assim como em filmes como o documentário “Samsara”.

Por uma moda sustentável – entrevista com Chiara Gadaleta

A apresentadora e stylist Chiara Gadaleta fala, em entrevista à coluna, sobre os aspectos relacionados à moda sustentável. Entre discussões sobre mão de obra, matéria prima e estilo de vida, Chiara expõe sua visão do assunto

Chiara Gadaleta (1)

As etiquetas das roupas trazem muitas informações além de sua marca e das instruções de lavagem. Já parou para pensar em quantas empresas produzem suas peças no próprio país, com mão de obra local, cargas justas de trabalho e matérias-primas orgânicas?

Esses são apenas alguns pontos essenciais para a discussão da sustentabilidade na moda, uma questão cada vez mais urgente dentro e fora do mercado fashion.

Entre os dias 3 e 5 de dezembro, São Paulo sediou o BR.EcoEra, evento que levanta a bandeira da preocupação socioambiental, sem deixar de lado o estilo e a estética. Acontecendo principalmente na região do Bom Retiro, a programação incluiu desfiles, encontros, oficinas e mesas redondas com o objetivo de promover discussões e impulsionar a conscientização da população sobre o impacto da indústria da moda no cotidiano. Direto de São Paulo, conversamos com a organizadora do evento, a stylist e apresentadora de TV Chiara Gadaleta.

 

Como teve início sua trajetória na moda?
Comecei como modelo e assim fui trabalhar em Paris. Morei lá por cinco anos, onde tive a chance de estudar moda no Studio Berçot (uma das mais prestigiadas escolas de moda do mundo).
E a bandeira da sustentabilidade, como entrou no seu trabalho?
Há oito anos senti a necessidade de olhar a moda de outra forma. Comecei a me conectar com a questão do descarte da indústria têxtil e a partir daí um mundo de questionamentos surgiu. Tive a certeza que queria usar a minha voz para disseminar as questões sociais e ambientais na indústria da moda e da beleza.

O que caracteriza a moda sustentável?
São basicamente quatro pilares: ecológico, social, cultural e econômico.

Além do seu trabalho como stylist e apresentadora, você ainda encabeça o EcoEra. Como surgiu a ideia do evento?
Depois de alguns anos de pesquisa e trabalho de campo em várias cidades do Brasil, achei que estava na hora de espalhar todo aquele conhecimento. Com o EcoEra as pessoas começaram a acreditar que a moda pode ter atributos sustentáveis . Além disso, criamos uma rede de relacionamentos formada por empresários, estilistas, fornecedores e consumidores finais que estavam em busca de uma moda mais consciente, contemporânea e com a cara do Brasil.

Quais as principais mudanças entre a primeira edição do EcoEra e esta última, que aconteceu no início de dezembro, em São Paulo?
Quase três anos de passaram. Mais marcas com atributos sustentáveis e mais consumidores conscientes (participaram). Nessa ultima edição a grande novidade foi abrir a programação para outras instituições. Abrimos inscrições no site www.ecoera.com.br e tivemos eventos simultâneos em vários pontos da cidade.

Como você vê atualmente a questão da sustentabilidade na moda brasileira? Acredita que exista realmente uma mobilização em prol dessa causa ou muitas marcas ainda se utilizam do termo “ecologicamente correto” puramente como marketing (o chamado “greenwashing”)?
Sem dúvida existem marcas e projetos que se relacionam legitimamente com as questões sociais e ambientais. Na verdade é fácil ver quando uma empresa faz “greenwashing”, pois não existe continuidade.

Chiara Gadaleta (3)

Você acredita que seja possível uma moda 100% sustentável? Quais marcas seriam grandes exemplos nessa linha?
Primeiramente, nenhuma marca pode ser 100% sustentável. Mas se tratando de empresas que possuem atributos sustentáveis, podemos citar várias. As que chamaram a atenção do EcoEra esse ano foram a SAISS, que reaproveita câmaras de pneu que seriam descartadas, e a Reserva, com grande iniciativa social.

Ainda existe muita gente que associa a preocupação ambiental a um design menos elaborado ou até a um discurso “eco chato”? Quais seriam as “armas” para combater esse preconceito?
É simples: se usarmos a beleza e o estilo para fazer a diferença, nada fica chato.

Existem diversos movimentos que nadam contra a corrente de consumo, como o “Free Your Stuff”, de Berlim (Alemanha). Como você vê essa mudança de consciência? Acredita que sejam grupos isolados ou uma tendência que ganha força e deve chegar, em breve, ao público geral?
Na Europa e, em Berlim especialmente, essa cultura já está muito integrada à população consumidora. Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia também (tem essa cultura). Aqui no Brasil temos a vocação para sermos símbolo da moda sustentável, pois ainda temos capital verde, a natureza, e capital humano, as pessoas.

Quais os primeiros passos que uma pessoa deve dar para ter um estilo de vida mais sustentável? Por onde começar?
O primeiro passo é começar a se questionar. Fazer perguntas a si mesmo como: “você se veste de quê?” e “qual é a moda que te representa?” são realmente importantes nos dias de hoje.

Sensualidade natural – editorial de lingerie

As novidades no segmento de lingerie são registradas pelas lentes do fotógrafo  Tiago Lopes. Com base no projeto “Real Beauty” (do inglês, beleza  real), a intimidade feminina é revelada sob o olhar da sutileza, com luz ambiente e sem retoques. Nas peças, uma sensualidade inerente evidenciada por transparências pontuais, rendas clássicas e modelagens sofisticadas

Sutiã: Valisere; Short: Love Luxo; Cardigan: acervo; Colar: Florinda

Sutiã: Valisere; Short: Love Luxo; Cardigan: acervo; Colar: Florinda

 Quimono de renda: Love Luxo; Sutiã: Valisere; Calcinha: Loungerie

Quimono de renda: Love Luxo; Sutiã: Valisere; Calcinha: Loungerie

 Quimono de renda: Love Luxo; Sutiã: Valisere; Calcinha: Loungerie

Quimono de renda: Love Luxo; Sutiã: Valisere; Calcinha: Loungerie

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Top: Love Luxo; Calcinha: Valisere

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Conjunto: Loungerie; Camiseta: Love Luxo

Conjunto: Loungerie; Camiseta: Love Luxo

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Sutiã: Valisere; calcinha: Loungerie

Sutiã: Valisere; calcinha: Loungerie

Sutiã: Valisere; calcinha: Loungerie; Bracelete: Awa

Sutiã: Valisere; calcinha: Loungerie; Bracelete: Awa

Sutiã: Nayane Moda Íntima; Bolero: acervo; Calcinha: Loungerie

Sutiã: Nayane Moda Íntima; Bolero: acervo; Calcinha: Loungerie

Body: Valisere

Body: Valisere

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Ficha técnica:

Fotos: Tiago Lopes
Modelo: Isabelle Diocleciano
Arranjos de flores: Flávia Castro
Produção e Styling: Desenroladas

Mais informações:

Valisere: Av. Dom Luis, 1075 – 85.3264.4518
Loungerie: Shopping Riomar – 85.3036.3119
Nayane Rodrigues: 85.3491.6494
Love Luxo: Jardins Open Mall – 85.3120.4000