Desenroladas


Guia de gastronomia das Ruas Norvinda e Sabino Pires – parte 2

Passar um tempinho nas ruas Norvinda ou Sabino Pires é também apreciar um momento de calmaria em plena Aldeota. Há poucos quarteirões dali, fica a Avenida Santos Dumont com todo o seu tráfego, barulho, caos e crescimento vertical. Por isso, apesar da dificuldade para estacionar naquela região, as ruazinhas se tornam uma ótima opção para refeições tranquilas e mais descontraídas.

Dando continuidade ao nosso guia gastronômico, aí vão mais dois cantinhos que ganharam nossos paladares – e corações.

Santo Açaí

Particularmente, um lugar que vende açaí já tem 90% de chances de me conquistar. Mas se, além de um produto de qualidade, o ambiente é ótimo e o atendimento idem, tem como não querer ir pelo menos uma vez por semana? O Santo Açaí me conquistou de cara, com um menu saudável variado que inclui diversas saladas e sanduíches naturais.

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Apelo – Piadineria

Sabe quando você entra num lugar e percebe que cada mínimo detalhe foi pensado com o máximo de carinho? Assim é o restaurante Apelo, comandado por Rômulo (chef) e Jessica. O casal recebe os clientes como quem recebe amigos em casa: com muita simpatia e pratos deliciosos, ao estilo “comfort food”.

A decoração do lugar é um charme a parte e conta com artes de artistas locais que admiramos muito, como a ilustradora J. Araripe e o artista plástico e grafiteiro Leandro Alves (Filtro de Papel).

Além disso, o local é pet-friendly. Desde que sejam mansinhos, pode levar seus bichinhos à vontade!

Viu como essas ruazinhas da Aldeota estão cheias de bons motivos para receberem sua visita? 😉

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Quer ver a primeira parte do Guia? É só clicar AQUI! 

Look Gabi
Vestido: Love Luxo

Look da Clara
Vestido: Florinda

Eubiose EcoFestival: Em busca do equilíbrio

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No retrovisor do carro, asfalto, posto de gasolina, semáforos e muitos carros. À frente, um gps ajudando a nos guiar pelas estradas do Eusébio, bichinhos de rua, casas simples e coloridas e muitas árvores. Era um sábado à tarde e o objetivo era chegar ao Eubiose EcoFestival. Em sua primeira edição, o evento aconteceu no sítio onde mora um dos seus principais organizadores, o Davi. No meio do caminho, a tecnologia falhou: o aplicativo no celular não manjava tanto dos “paranauês” daquelas redondezas. Vimos o mapa que havia sido desenhado pelo pessoal do Eubiose e nele constava que estaríamos no lugar certo quando chegássemos ao “fim do asfalto”. Simbólico.

De fato, estar naquele lugar parecia fazer parte de uma realidade bem distante da correria da cidade. Ali, estava um coletivo de pessoas em perfeita harmonia buscando formas mais equilibradas de conviver consigo, com o outro e com a natureza. A programação trouxe palestras, oficinas e vivências em torno de temas como sagrado feminino, bioconstrução, pintura, yoga e biodança, dentre outras. O espaço tinha ainda a pista de música, duas exposições fotográficas (com os projetos “Mulheres da Lua”, de Camilla Albano, e “Gaia”, de Carol Monteiro) e as áreas de cinema, massagem, camping e gastronomia (que servia várias opções de comidinhas, sendo a maioria vegetariana). A estrutura era pequena, mas deu pra notar que havia sido pensada com muito carinho em cada detalhe.

A proposta do Eubiose pode parecer ligeiramente utópica, mas qualquer pesquisa de tendência aponta a necessidade urgente da humanidade rever sua relação com o todo, com o meio ambiente. Durante as conversas e palestras, ficou claro o poder que temos nas mãos através de ferramentas como a educação e a internet. Ao longo do fim-de-semana, a principal bandeira levantada foi a de que juntos, somos mais fortes. A mensagem busca tanto a comunhão com a natureza, como entre nós e também com os outros animais. A ideia não é mudar a estrutura sócio-econômica e industrial global da noite pro dia, claro. Mas gerar reflexão sobre a forma como caminhamos pelo mundo. Por exemplo: os rastros que deixamos com nosso lixo, a forma como educamos nossas crianças e a nossa participação política.

Para mim, o desejo que fica é o de que essa cultura de paz, ainda considerada por muitos como “alternativa” e que resiste às margens da estrutura urbana atual, consiga reunir cada vez mais pessoas. Por enquanto, vamos cada um fazendo o melhor dentro de nossas possibilidades, buscando agregar e compartilhar ao máximo o que a vida nos presenteia em forma de aprendizado. Parafraseando Gandhi: “seja a mudança que você quer ver no mundo.”

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Guia de gastronomia das Ruas Norvinda e Sabino Pires – Parte 1

Quem curtiu a noite de Fortaleza no início dos anos 2000, provavelmente carrega alguma lembrança emocional das ruas Norvinda e Sabino Pires. Para nós, lembramos de amigos, farras e festas nos extintos Fafi Bar e Maria Bonita, dentre outros, nos quais curtimos várias bandas locais e costumávamos encontrar diversas carinhas conhecidas da cidade sem precisar combinar.

Mas as “ruazinhas”, como são carinhosamente conhecidas, vem mudando de ares e ganhando novos estabelecimentos gastronômicos cheios de particularidades e muito charme. Resolvemos dar um passeio para conhecer cada cantinho e experimentar o que cada um traz de diferencial, além de aproveitar para caminhar pelas bucólicas calçadas carregadas de histórias.

O rolê rendeu tanto que dividimos o guia em duas etapas, apresentando os restaurantes, barzinhos e demais novidades para vocês. Vamos?

Josephine Patisserie

Uma casinha charmosa, cercada por bouganvilles e com carinha de casa de vó. E, assim que abre-se a porta, é mesmo por uma simpática senhora que somos recebidas. A Josephine Patisserie serve doces e comidinhas, com uma apresentação de encher os olhos. Toda a louça traz aquela sensação confortável de estar sendo recebida na casa de alguém muito caprichosa e querida. Fomos de cheesecake e brownie, que estavam muuuito saborosos, e tomamos um café na mesinha da calçada. E a vontade de ficar por lá jogando conversa fora até cair o dia?

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Josephine Patisserie
Rua Norvinda Pires, 22
Aberto de segunda a sexta de 11h as 18h. E aos sábados para entrega de encomendas até 16h.
(85) 3036-4042

Primo Pastifício – Massas artesanais

Uma fábrica artesanal de massas, molhos e antepastos que abriu suas portas na esquina da rua Sabino Pires. Na entrada, já somos avisadas das regras da casa que incluem: “não somos um restaurante, somos uma fábrica de massa. (…) não temos serviço de garçom, somos comida de rua. (…) Todas as massas são preparadas na hora, e eventualmente demora. (…) A fila é sagrada”. Ou seja, a filial de São Paulo traz um conceito novo à nossa terrinha e promete uma experiência gastronômica (e de consumo) bem diferente. Em meio à massas coloridas e apresentações de pratos curiosas, é fácil se sentir íntimo de todo mundo, já que o ambiente sugere descontração. A espera pelo prato não deixa de ser prazerosa, pois é uma delícia ficar passeando pelas prateleiras com as opções de massas, pimentas, chá-mate e outras iguarias que saltam aos olhos. Ah, vale ressaltar que tem muitas opções vegetarianas e que as filosofia é “comida saudável para uma vida mais divertida”. Já ganha a simpatia!

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Rua Desembargador Leite Albuquerque, 350 (Esquina com rua Sabino Pires)
3023-2520

Look Gabi
Vestido: Forever 21
Camisa Jeans: American Eagle Outfitters
Tênis: FYI

Look da Clara
Camiseta: Brechó
Short: Ensemble
Jaqueta: Florinda
Tênis: Mad Bull (Galeria do Rock de São Paulo)