Desenroladas


Visita à tribo indígena Jenipapo-Kanindé

Esta é Mãe Pequena, da tribo JenipapoKanindé (residente no município de Aquiraz/CE), a primeira mulher cacique do Brasil. Tive a oportunidade de conhecer este ser forte e um pouco dos seus costumes numa visita ao Museu Jenipapo-Kanindé, em fevereiro deste ano. Como pioneira na história do nosso país enquanto liderança indígena, era de se esperar que ela fosse bastante reconhecida, certo? Porém, seu nome e sua trajetória são ocultos para uma boa parte da população. Poderia citar uma longa lista de motivos para este fato, mas a verdade é simples: os povos indígenas brasileiros, infelizmente, permanecem invisíveis para o grande público.

Inicialmente escravizados pelos portugueses e espanhóis após a “descoberta do Brasil”, os índios foram dizimados ao ponto de restarem poucas comunidades destes que eram os habitantes originais do nosso país. Dos cinco milhões que aqui habitavam, hoje só restam 460 mil de acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio). Como eles estão hoje? Segregados em suas comunidades, afastados dos grandes centros urbanos (onde existe mais oportunidade de emprego) e lutando de formas precárias para ter a posse legal de suas terras, dentre tantas outras questões.

Território

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Saiba quem foram as mulheres que dão nome às ruas de Fortaleza

A grande maioria das ruas de Fortaleza são batizadas com nome de pessoas. Mas, por rotina ou pressa, não paramos para pensar quem foram essas personalidades ou porque estão sendo homenageadas. Ainda que a maior parte dos cantos da cidade façam alusão aos personagens masculinos da nossa história, grandes mulheres cearenses também têm sua memória viva em plaquinhas de ruas conhecidas e movimentadas na Cidade da Luz. Conheça a história de algumas delas:

Bárbara De Alencar (1760 – 1832)

Revolucionária, é considerada a primeira presa política do Brasil, perseguida por seus posicionamentos políticos até o fim da vida. Nascida em Pernambuco, fez sua carreira política no Ceará. Matriarca de uma família de revolucionários e avó de José de Alencar, esteve presente na Revolução de 1817 e na Confederação do Equador. Conseguiu convencer a elite de aderir à Revolução, que teve bastante importância para a independência do Brasil. A rua que a homenageia atravessa o Centro e a Aldeota.

Jovita Feitosa (1848-1867)

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Para empoderar meninas: LEGO lança linha de super-heroínas

Empoderamento foi a palavra de ordem de 2016 e, pelo visto, permanece em 2017. Conseguimos trilhar um caminho tão bacana em prol do protagonismo feminino, por que não dar continuidade com as nossas meninas?
Finalmente as marcas estão prestando atenção a esse momento e evoluindo junto. Um delas, é a LEGO, empresa dinamarquesa criadora dos brinquedos mais famosos e mais desejados pelas crianças das décadas de 1980 e 1990. A marca começou o mês de março com uma nova linha de super-heroínas que encoraja meninas a descobrirem o seu potencial. Sob o conceito “Girl Power” a campanha ganha força com as Super Heroes Girls: novos produtos que possibilitam meninas a assumirem os papéis que desejarem.

Com a ajuda de BatGirl, Wonder Woman e Harley Quinn, por exemplo, a frase “lugar de mulher é onde ela quiser” ganha ainda mais força e sentido.

Vivian Marques, head do departamento de Marketing da LEGO no Brasil, afirma que “juntas, elas se sentem mais fortes e capazes. A intenção da marca é justamente demonstrar que não existe distinção de gênero no ato de brincar – tão importante no desenvolvimento das crianças. Porém, sabemos que cada um deles possui interesses próprios e individuais em suas construções e idealizações. Por isso, a empresa, reconhecendo essas diversidades, está constantemente criando novidades que se adequem a ambos os públicos”.

Os novos produtos refletem a força das personagens para as meninas, que podem se reconhecer nelas e replicar em suas ações no dia a dia.

A coleção é indicada para crianças de 7 a 12 anos e pode ser encontrada em lojas de brinquedo e na própria loja da LEGO, e custam entre R$149,99 e R$229,99.