Desenroladas


Mulheres de ouro – destaque femininos nas Olimpíadas

“É o poder, o mundo é de quem faz” (Conka, Karol)

Por muitos e muitos anos, várias coisas nesse mundo eram restritas ao acesso masculino. As Olimpíadas eram uma delas.

Por exemplo, em 1900 as mulheres representavam apenas 2,2% dos competidores. É incrível (pelo menos pra mim) pensar que tanto tempo se passou e, hoje, as mulheres ocupam 45% dos atletas da mais importante competição mundial. Ok, pode não parecer tanto, mas num ano como esse, com tantos acontecimentos e lutas em prol do empoderamento feminino, acredito que essa seja a primeira de muitas vitórias que virão.

Entre as primeiras de muitas, as mulheres estão fazendo a festa nas Olimpíadas 2016. Sejam elas brasileiras, americanas, sauditas, europeias… Esse é um ano para bater recordes. Continuamos superando o preconceito e o machismo: se as Olimpíadas geram muitos ídolos, os Jogos de 2016 vem se destcando pela chuva de heroínas.

Lembro quando joguei vôlei por quase 11 anos e, das tantas vezes que quis competir, não pude. Fiquei pensando até hoje o por quê de tudo isso e cheguei à conclusão: o esporte costuma ser o terreno da virilidade. Então, para mim, atleta frustrada dos tempos de escola, ver atletas olímpicas dando motivos para mulheres assistirem e praticarem esportes é a minha medalha de ouro.

Em meio aos olhares atravessados e assobios, ver tantas mulheres representarem seus países nos jogos nas mais diversas modalidades é motivo de grande orgulho. Joanna Maranhão (natação), Simone Biles (ginástica artística), Marta (futebol), Rafaela Silva (judô), Yusra Mardini (natação) e tantas outras. Únicas.

Então, só nos resta concluir o óbvio: o futuro do esporte é feminino.

Conheçam, portanto, algumas mulheres que fizeram história nos Jogos Olímpicos:

Maria Lenk000108-01

Maria Lenk foi a primeira nadadora brasileira a ser introduzida no “Swimming Hall of Fame”, um salão da fama localizado na Flórida, dedicado a esportistas, treinadores e envolvidos com esportes aquáticos. Nadou até o fim de sua vida e ficou conhecida na nossa história como a primeira atleta brasileira a participar dos Jogos Olímpicos.

Gabriela Andersen-Schiess

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Gabriela Andersen-Schiess é uma maratonista suíça, que, mesmo desidratada e com uma forte cãibra, cambaleou os últimos 200 metros para atingir a linha de chegada nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984.

Ketleyn Quadros

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Ketleyn Quadros foi a primeira brasileira medalhista em uma competição de jogos individuais. A judoca ganhou medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim de 2008.

Nawal El Moutawakel

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Nawal El Moutawakel quebrou barreiras e rompeu com preconceitos no mundo islâmico, sendo a primeira campeã olímpica marroquina. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, Nawal venceu a primeira edição da prova dos 400 metros com barreiras. Hoje, ela exerce – nada mais, nada menos – que o cargo de vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional.

Marta

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Marta é alagoana e já foi escolhida como a melhor futebolista do mundo por cinco vezes consecutivas, um recorde entre mulheres e (pasmem!) homens. No ano passado, 2015, ela se tornou a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também se tornou a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira, com 101 gols.

Rafaela Silva

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Rafaela Silva, crescida na Cidade de Deus, é uma judoca brasileira que, nos Jogos Olímpicos deste ano, conquistou a medalha de ouro. A atleta derrotou a judoca da Mongólia, até então, líder do ranking mundial. Com isso, ela se tornou a primeira atleta da história do judô brasileiro a se tornar campeã olímpica e mundial.

Fabiana Murer

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Fabiana Murer é uma atleta brasileira, campeã mundial e recordista brasileira do salto com vara. Já foi duas vezes campeã mundial da prova e foi a nº1 do mundo no ranking da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), em 2014.

As mulheres seguem conquistando seu espaço no mundo dos esportes. Quem duvida do que elas ainda são capazes?

 

 

 

Dia do batom: O batom vermelho e empoderamento feminino

“Vermelho é mais que uma cor. Vermelho afirma a presença. Você pode se esconder atrás do preto, mas não atrás do vermelho. Vermelho é coragem. (Yves Saint Laurent)”

Foto: Le Sergic

Foto: Le Sergic

Existe um certo poder em passar um batom vermelho. E, com ele, também um estigma que rodeia as mulheres com lábios encarnados. Pintar os lábios de vermelho é um dos símbolos de empoderamento feminino quando representa a ideia de corrermos contra esse papo de “eles não gostam” ou “não se deve chamar tanta atenção assim”. De batom vermelho, gritamos vários dos nossos desejos. Entre eles, a de que pouco importa o que ~eles~ vão achar, pois nos arrumamos para nós mesmas. A de que não existe regra de horário, ocasião ou qualquer outra convenção para a escolha da cor do meu batom. E que vamos nos sentir muito sexy quando bem quisermos. Quem determina? Nós, mulheres!

Parece pouco, mas em conversas rápidas com amigas, é fácil notar o quão é amedrontador usar batom vermelho. Nos enchem de ideias absurdas sobre nossa “postura” diante do mundo que um simples passar de um bastão vermelho nos lábios pode ser desafiador. Me lembro bem do meu primeiro batom vermelho, que comprei já depois dos 23 anos e do receio em usá-lo por aí. Quando nos falam tanto sobre aquelas frasezinhas do começo do texto e outras tantas, criar coragem para pintar a boca se torna parte de um processo importante de autoestima e empoderamento.

Então, quer saber? Não iremos tirar nosso batom vermelho, não perderemos nosso riso frouxo com a algum conselho e muito menos vamos nos preocupar com o que eles preferem. No Dia do Batom, a gente reúne um time de mulheres que deu alguns bons recados a partir de um batom vermelho:

“NÃO TIRA O BATOM VERMELHO”

“NEM VEM TIRAR MEU RISO FROUXO COM ALGUM CONSELHO QUE HOJE EU PASSEI BATOM VERMELHO”

“I’M A SURVIVOR”

Curiosidade:

Durante a Segunda Guerra, os batons eram batizados com nomes que remetiam à tensão mundial, como “vermelho luta” e “vermelho patriota”. Nas décadas seguintes, as divas Ava Gardner, Rita Hayworth, Bette Davis, Lauren Bacall, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe ajudaram a popularizar ainda mais o cosmético: pesquisas do final da década de 1950 revelam que mais de 90% das americanas pintavam a boca de vermelho. Já nos anos 1960, 1970, o tom foi estigmatizado, virou sinônimo de maquiagem vulgar. Agora, o batom que começou a ser difundido no século XVI e tinha Elizabeth I como garota-propaganda (ela usava uma mistura de cera de abelhas e plantas) volta a ser um símbolo do poder. (Fonte: O Globo)

No Dia do Rock, Budweiser faz uma homenagem a uma mulher

O dia do rock é sempre especial pra gente. Já o contemplamos com os álbuns que marcaram nossas vidas, as garotas do rock e e as tshirts de banda. Mas, esse ano, a pauta não foi criada por nós. Ela praticamente caiu no nosso colo e vibramos juntas pela sacada da Budweiser. Isso porque a marca de cerveja resolveu homenagear uma mulher nessa data!

O rock é cheio de mistérios. E um deles é: quem criou o ritmo que faz sucesso no mundo todo? Mesmo que você já tenha ouvido falar sobre o pai do rock ou o rei do rock, a verdade é outra. E, no Dia do Rock, Budweiser vai mostrar a real origem para o público. O rock foi criado por uma mulher que não seguiu padrões, que fez o que ninguém fez: Sister Rosetta Tharpe.

Sister Rosetta Tharpe nasceu em 1915, na cidade de Cotton Plant, Arkansas, Estados Unidos, e é considerada por muitos especialistas a mãe do ritmo. Com seu jeito autêntico, ela alcançou grande popularidade nas décadas de 30 e 40, graças à sua mistura única de letras gospel e violão elétrico com o ritmo do rock ainda incipiente na época. Sua música “Strange Things Happening Every Day”, gravada em 1944, foi a primeira música gospel a figurar no top 10 da Billboard. Apesar disso, ela nunca teve seu nome gravado no hall da fama.

Com sua atitude, ela inspirou Elvis, B.B King, Bob Dylan, Chuck Berry, Etta Jones, Johnny Cash e Little Richards e outros monstros do rock. Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, inclusive gravou uma música em sua homenagem: Sister Rosetta Goes Before Us.

Ou seja, a Budweiser sacou que cerveja e rock é coisa de mulher, sim! (ouviu, Itaipava?)

Em tempo…

Siste Rosetta Tharpe já foi tema de documentário, o “The Godmother of rock & roll”. O vídeo oferece um reconhecimento da sua influência sobre a música americana. “Sem a ‘godmother”, o rock poderia nunca ter rolado’, diz o biógrafo de Tharpe, Gayle Wald.