Desenroladas


Opinião: Nascimento de uma mãe

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Por Rafaela Lacerda*

Nunca estive tão saudosa. E voltando a esse dia em que essa pequena, gordinha e careca versão da minha Lucy não me deixava dormir mais de três horas seguidas por noite, mamava de 15 em 15 minutos sem hora ou lugar, e pijamas eram meu melhor look do dia: jamais imaginei sentir tamanha saudade dessa fase. Sempre se faz presente aquela incômoda sensação de que não aproveitei o que essas fases tinham pra dar, que deveria ter ignorado mais o sono e o cansaço e ter apreciado mais aquela carinha ao acordar às 5h da manhã, ignorado os quilos a mais e as marcas que a gravidez deixou, e ter tirado mais fotos pra fazer mais memória, que deveria ter me desviado mais do mal humor hormonal trazido pela amamentação e ter sorrido mais para ela e para todos.

Não quero aqui dizer que sinto que fui uma mãe ruim. De forma alguma. Me senti forte, empoderada, fiz muito sozinha e me sentia heroína apenas por ter parido como pari. Como quis. E me orgulho disso. Me descobri capaz de coisas totalmente novas pra mim. E que descoberta maravilhosa foi essa, do novo eu. Mas é um devaneio que me persegue, e digo mais: vocês, gravidinhas, ou que tiveram seus bebês há pouco, se desliguem da ideia que o puerpério, o pós parto, é magico em todas as formas e feliz e lindo como numa propaganda de shampoo de bebê. Se deixem sentir mal, quando for o caso, o choro vem quando a gente se vê em luto pela pessoa que nos fomos e não somos mais. Luto pela vida que tínhamos, e que mudou por completo. Mas sorriam, pois nasceu outra você, você mãe, você forte, e verás: é tempo de celebração, você é bem mais linda e forte! E claro, aproveitem cada madrugada ao velar o sono desses pequenos, cada dia, cada descoberta. Assinado: uma mãe feliz.

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*O texto foi originalmente publicado no Facebook.

Fotos: Arquivo pessoal

Maxi Moda 2015 | Marta Rodrigues, da Fábula: “A menina pode usar a cor que ela quiser”

Acreditar nas possibilidades, fugir do óbvio e não deixar a mente adulta “matar” a criatividade inusitada que é tão natural durante a infância. Esses foram alguns dos pontos-chave da palestra de Marta Rodrigues, diretora criativa da Fábula, durante o Maxi Moda 2015. A marca de moda infantil pertence ao grupo Farm e, assim como sua “irmã mais velha”, defende um vestuário que agrega as tendências ao seu DNA – e não o contrário, como tanto vemos por aí. Nesse cerne, está uma moda lúdica que busca se comunicar com o lado mais genuíno de meninas cheias de atitude. Como a própria Marta comentou: “na Fábula não tem espaço para ‘tatibitati’ e ‘adultização’ da criança”. Não por acaso, essa foi a palestra que mais nos inspirou e comoveu. Ao final da apresentação, conversamos com a Marta sobre algumas curiosidades em relação à marca e também sobre empoderamento feminino (sim, é possível trazer essa questão para o universo infantil).

Foto: Site Márcia Travessoni

Foto: Site Márcia Travessoni

 

1. Qual o maior desafio ao criar roupas para crianças?

Acho que é entender a dimensão desse universo tão amplo, tão rico e não fazer menos do que isso. Acho que é realmente estar conectada com essa fonte da criatividade, do extraordinário, sair do senso comum, oferecer uma coisa que realmente a criança se conecte e que fale diretamente com ela. É muito eficaz quando você faz uma coisa que a criança realmente se conecte, que a criança percebe que você se comunicou com ela, mais do que os adultos. Uma surpresa na roupa que aquele olharzinho infantil vai encontrar, a atenção que a criança tem com o detalhe, que fale com ela porque é fora da linguagem do adulto. Essa coisa de você sair um pouco da normalidade é o desafio. É não encaretar na adultice!

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2. De que forma a relação com a roupa é essencial para a criação da identidade da menina?

Ela tá formando a identidade, então é você mostrar pra ela que ela tem liberdade pra se expressar é a melhor forma. Não ter regra: “isso combina com isso”, mas é mostrar que a relação que você tem com a roupa é livre, ampla, com mil possibilidades é a melhor forma de incentivar a construção dessa identidade. Pensar no público como indivíduos ainda em formação e não caixinhas de consumidores. Muita variedade e pouca regra.

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3. Qual a principal mensagem que a Fábula tenta passar para as crianças?

Essa de ser criança. A de que é hora de ser criança, a de não pegar um modelo e reproduzir. de brincar, de aproveitar esse momento que é tão curto. Não esquecer de brincar muito e de questionar os porquês. Essa ideia de que brincar é urgente.

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4. A gente está num momento importante em que se fala muito de empoderamento feminino. De que forma essa discurso faz parte do universo da Fábula?

Eu acho que é não dizendo que rosa é cor de menina. A menina pode usar a cor que ela quiser. Dificilmente o rosa é uma cor que vai vender bem na Fábula, o que pra mim é incrível porque você vai em lojas de roupas para meninas que só tem rosa. Se a gente bota rosa nem é a que vai vender mais. Por esse lado a roupa de menina é a roupa que você quiser. A Fábula passa essa mensagem. É cedo para elas se aprofundarem nesse tema que eu sou super interessada, minha filha está muito conectada nisso e eu sempre fui também, acho isso incrível. Mas tem outras coisas na marca como identidade, como não seguir padrão de beleza. Eu fico assistindo muito animada propagandas como a da Garnier que diz que “em terra de chapinha quem tem cachos é rainha”. Porque isso realmente mostra uma transformação comportamental e cultural, das negras soltarem os cachos e se mostrarem como belas. Na Fábula, a menina sempre deixou os cabelos soltos. O cabelo na Fábula é de criança que brinca e não aquela que foi embonecada para ficar bonita. Bonito na Fábula é aquela cara de que você se divertiu, sua maria chiquinha saiu do lugar. As vezes até a gente fica chocada quando vê que fez o lookbook inteiro com o pé da criança preto, mas é porque a gente se diverte tanto que as vezes a gente esquece disso.

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O estilo de Blake Lively na gravidez

A atriz Blake Lively está radiante em sua primeira gravidez, fruto do casamento com o também ator Ryan Reynolds. Após a união, ambos já haviam manifestado publicamente o desejo de ter filhos, pois vieram de famílias numerosas.

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Cheia de estilo, a atriz abusa das estampas e do efeito “mix & match” (mistura de estampas) sem abrir mão do conforto – algo ainda mais necessário durante esse período tão especial. Casacos e coletes criam sobreposições que afinam a silhueta, além de modelagens mais justinhas para valorizar a barriga.

Em sua primeira aparição no tapete vermelho depois de anunciar a gravidez, Blake – que está com cinco meses de gestação – usou vestido longo Michael Kors da coleção Resort 2015 e joias Lorraine Schwartz.

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Já no Angel Ball, Blake mostra que se mantem fiel ao seu estilo tão consagrado (e copiado!) a bordo de um longo sensual da Gucci. O vestido com decote profundo e modelagem justa ao corpo evidencia as novas curvas. A tiracolo, o maridão, Ryan Raynolds!

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A saia lápis sempre foi uma das peças chaves da atriz e agora na gravidez ela não ficou de lado. combinada com uma blusa estampada, a saia cintura alta afina e alonga a silhueta.

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Uma dica para quem quer disfarçar a barriga e mora em um lugar frio é o uso de casacos oversized e echarpes ou cachecóis soltos em cima do look. Pode ser combinados nos mais variados looks, desde casuais até roupas de gala.

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