Desenroladas


4 Blogueiras plus size que nos inspiram

O post de hoje é pura inspiração! Para aqueles dias em que tudo tá meio nebuloso, nenhuma roupa parece assentar no corpo ou para os dias em que acordamos second guessing cada dobrinha e gordurinha a mais no nosso corpo, te garanto um sem fim de manas #DesenroladasPlus que vão te ajudar a sacudir a poeira e arrasar.
As blogueiras plus size que vou indicar hoje, inspiram não só pela beleza e pelo senso de moda incrível, mas por, mesmo em outros estados do Brasil ou países, compartilharem da mesma luta que nós e diariamente fazerem a diferença num mundo tão cheio de fórmulas e padrões.
Ju Romano
Eu tinha como começar diferente? A Ju (@ju_romano) é jornalista, de São Paulo e está à frente do “Entre Topetes e Vinis”, primeiro nome do seu blog, desde 2009. Ela usa suas redes sociais, especialmente o blog e instagram, para dar dicas, falar sobre ser gorda com muito bom humor, questionar padrões e livrar a sociedade das regras que nos são impostas e, no fim das contas, acabam podando a nossa criatividade e liberdade.
Ah, como se não fosse suficiente, ela foi a primeira gorda, com direito a dobrinhas e celulite, a sair na Playboy. É ou não a maior inspiração de uma vida?
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Gisella Francisca
Essa moça é carioca, negra, de cachos, mãe e plus size maravilhosa. Hoje ela vive em Oslo mas desde sempre o seu blog fala sobre sempre buscar alcançar uma melhor versão de nós mesmos.
A Gisella (@gisellafrancisca) acredita que o movimento de aceitação pessoal é o estopim para aumentar nossa qualidade de vida e é capaz de mudar todo o ambiente ao nosso redor, começando de dentro pra fora.
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Nadia Alboulhosn
Nadia (@nadiaaboulhosn) possui o blog que leva o seu nome desde 2010 e, desde essa data, ela consegue tombar com o nosso coração. Ela é americana, com descendência libanesa, e mora em Orlando.
Apesar das curvas, Nadia já foi capa da Vogue Italia, Complex Magazine, Seventeen Magazine, American Apparel e tantas outras.
Sua mensagem é muito clara: diversidade. Ela incentiva a reinvenção dos padrões da indústria da moda. Nem gostamos, né?
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Tanesha Awasthi
Acho que ela foi uma das primeiras blogueiras plus que eu comecei a seguir. Motivos óbvios: linda, empoderada, estilosa e com uma mensagem incrível. Eu que acompanho desde o início, pude perceber que o blog da Tanesha (@girlwithcurves) tem a missão de mostrar para as mulheres que podem usar o que elas amam, que mulheres com curvas podem usar o que as fazem se sentir bem e que não existem regras para o nosso corpo.
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Educar, incentivar e inspirar manas de todos os tamanhos, raças e idades, promovendo a confiança nunca é demais, né?

Marcas empoderadas e veganas pra te ajudar no amigo secreto

Caro amigo secreto,
Viemos por meio desta dar umas diquinhas super bacanas pra inovar nesse fim de ano. Que tal dar um presente que, além de criativo, pode deixar ainda mais feliz aquela mana empoderada ou aquele amigo adepto do veganismo, hein?
Brincadeiras à parte, o post de hoje é realmente sobre marcas empoderadas e veganas pra sair da mesmice nos presentes de fim de ano, amigo secreto ou, por que não, para si mesma. Vem com a gente:

Decoração

Dividimos em categorias pra ficar mais objetivo e porque são muitas marcas bacanas que queremos falar. A primeira delas é a Se Empodera (@se.empodera), uma marca que expressa super bem a força feminina. Tem caneca, almofada, ecobag e bottons sempre com essa pegada feminista. Sabe o que é melhor? Ela é aqui de Fortaleza mesmo, ou seja, é só dar um alô no WhatsApp que os pedidos chegam rapidinho!

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The Get Down: nascimento do hip hop

É o fim dos anos 1970 em Nova York, em meio às rebeliões pelos direitos da comunidade negra, um novo som nasce nos guetos, ruelas e boates do Bronx. É o hip hop que, além de um novo estilo musical, conta a história dos tantos negros que viveram na época de seu surgimento.
Essa é só uma pincelada, mas esse é o principal mote da nova série da Netflix, The Get Down (e que nós a-ma-mos, diga-se de passagem). Mas The Get Down não é só isso: é moda, muita música além do hip hop, arte, história e empoderamento de minorias.

Nem só de boca de sino viveram os 70s

A década de 1970 é conhecida pelas estampas vivas, bocas de sino e sapatos lustrosos. De um lado, os hippies “flower power” e, do outro, como mostra o seriado, a comunidade negra incorporando novas “tendências”no legado da moda deixado pelo movimento Motown. Quem conhece um pouco de história, sabe que essa época foi um período de transição na moda: os sapatos lustrados deram espaço aos tênis esportivos, os ternos viraram bomber jackets e o moletom passou a ganhar mais espaço nos guarda-roupas das famílias do Bronx.

Atenção para a cultura dos tênis, onde o personagem “Dizzie”, vivido pelo Jaden Smith, sempre fala dos “impecáveis Pumas” do grafiteiro e aprendiz de DJ, Shaolin Fantastic.
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Freestylin

Foi exatamente nessa época que esse estilo passou a ganhar visibilidade e força. Os DJs, que passaram a dispensar as músicas prontas dos vinis e começaram a criar suas próprias mixagens, sempre estavam acompanhados de um “poeta”: alguém que, além de animador da festa, também estava pronto para soltar o verbo, improvisando letras e rimas no ritmo da música. Podemos dizer que esse foi o ponto de partida para o nascimento do Hip Hop.

A série também contextualiza o sucesso da Disco Music, onde a cantora Donna Summer é uma grande referência para as personagens femininas, a transformação da música gospel que passa a inserir elementos do pop e a popularização do estilo punk rock. Além do conceito histórico musical, o roteiro do seriado também explora a concorrência e troca de experiência entre os movimentos, além de mostrar a perspectiva quanto ao consumo da época e a produção independente.

Muito além da música: grafite, poesia e cinema

Quando uma minoria é excluída, ela necessita criar sua própria identidade. E foi assim com o marginalizado grafite, um personagem central para a história do seriado e dos anos 1970. Assim como o hip hop, o estilo artístico aborda a cultura da territorialidade que existe nas esquinas do Bronx, onde ela é conquistada por meio do talento e do respeito.
Outras referências culturais da época também são fortes, como os filmes de artes maciais, de ação e as HQs de super-heróis.
A poesia também é um forte elemento da trama. O seriado é contado pela perspectiva do personagem Ezequiel, interpretado por Justice Smith, um grande poeta, que possui o dom da palavra e descobre como pode usá-la para fazer música, além contar em forma de rap a história de toda uma década.
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O futuro é negro, feminino, gay e livre
A década de 1970 pode ser caracterizada por uma só palavra: diversidade. Além de ser um momento de transição e de grande diversidade artística, também é um período de diversidade étnica e sexual. E o seriado consegue retratar essa pluralidade de forma direta e sem precendentes.
A história se passa na comunidade negra e porto-riquenha na periferia de Nova York, onde a maioria dos seus personagens são negros, latinos, pardos e contam sua história em magníficos black powers. Fora isso, o roteiro também retrata a cultura gay vivida no período: o inícios das baladas gays, dos “Ballrooms” e Vogue Battles, um estilo de dança baseada em poses e muito glamour, popularizada antes mesmo de Madonna.
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Depois de tantos motivos, você precisa de mais algum motivo para ir correndo assistir The Get Down? 😉