Desenroladas


Maxi Moda 2016: seja a mudança

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Mais uma edição do Maxi Moda e mais uma chuva de informação. Participamos novamente do ciclo de palestras sobre negócios de moda e buscamos absorver o máximo de conhecimento dos convidados, que nessa edição trouxe muitas experiências pessoais e histórias inspiradoras de carreira. Seja pela veia empreendedora ou pelo reconhecimento por grandes marcas, os palestrastes mostraram que o mercado de moda ainda tem muito a ser explorado e segue sua regra máxima: a mudança move o mundo.

VITORINO CAMPOS: a regra é não ter regra

Maxi Moda 2016 (4)Não pegamos a palestra completa de Vitorino Campos, mas assistimos a parte do debate entre ele e Raphael Costa, da Livo Eyewear. Mesmo apenas no bate-papo, Vitorino conseguiu inspirar em respostas com conteúdo e boas ideias, mostrando que o trabalho com moda, assim como qualquer outro, não se faz sozinho.

“O que é o luxo? O luxo caminha por várias plataformas, não é somente a matéria prima, é também a ideia depositada naquele processo. A ideia também é um luxo”.
“Soluções para a pirataria também é buscar deixar o trabalho ainda mais artesanal.”
“A comunicação interna de uma marca deve ser muito próxima entre o marketing e o estilo. Brigo muito com a pessoa do MKT da Animale, mas isso faz parte da construção da marca, pois tudo tem que estar alinhado. Nos falamos o tempo todo”
“Fiz parte da decisão da Animale deixar de participar de uma edição da SPFW. A proposta era para organizar a produção. A gente demorava cerca de 8 meses para produzir as peças conceituais desfiladas e distribuir para as lojas. A estratégia agora é desfilar o verão e já ter a coleção pronta para ser distribuída no dia seguinte do desfile”.
“Minha regra é não ter regra e isso faz parte da identidade da minha marca. A mudança é a minha identidade”.

TORTA DE CLIMÃO: Durante o debate, surgiu uma pergunta sobre o trabalho das bloggers com marcas de moda. A resposta foram longos minutos constrangedores de risadas de Raphael, da Livo. Soou arrogante e mal educado.

PAULO PEDÓ: moda, arte e design

Maxi Moda 2016 (63)A primeira palestra da tarde foi com Paulo Pedó, diretor da marca Melissa. A apresentação foi impecável, passeando pela história da marca até a internacionalização, falando também sobre as colaborações e demais projetos da marca de calçados de plástico. Com vídeos inspiradores (apesar de alguns questionáveis), Paulo fez uma apresentação leve e que rendeu bons insights.

“Na minha época de publicitário, tudo se resumia a uma boa verba e uma boa campanha. Hoje não, hoje você precisa ter um diálogo com o consumidor”.
“A Melissa se constrói a partir de três pilares: MODA + ARTE + DESIGN”
Curiosidade sobre o nome: a agência apresentou uma série de nomes femininos e o Melissa foi o escolhido. Simples assim.
Construção de love mark: amor + respeito.
Processo de internacionalização da marca: passar imagem não estereotipada do Brasil, levando o bom humor, alto astral, colorido e adaptabilidade do povo.
Galeria Melissa: primeira concept Store da Oscar Freire.
“Não fechamos parceria com grandes marcas que fogem da proposta da Melissa, como Louis Vuitton, por exemplo. Você precisa fazer escolhas quando se fala de branding.”
“No fundo, a gente faz algo para conectar pessoas”
“Tudo na Melissa é feito em colaboração” – o poder do coletivo e a tendência de co-branding, na qual a Melissa foi uma das pioneiras no Brasil e no mundo.
“Quem gosta de moda não fala de moda. Fala de arte, design, cultura, comportamento… E expressa isso tudo na moda.”
Sobre se manter fiel ao conceito da marca: “o consumidor quer verdade”
“A vida e a renovação das marcas passa pelas pessoas.”

RESPOSTAS VAGAS: Durante o debate, Paulo foi questionado (inclusive por nós) sobre o movimento “sem gênero”, uma vez que a Melissa tem apostado em tamanhos maiores e conquistando o público masculino. Paulo não soube responder de que forma isso nasceu dentro da marca e seguiu separando criações entre feminino e masculino. Além disso, a questão da sustentabilidade foi levantada, já que na palestra ele exibiu um vídeo que enaltecia a Melissa como uma marca vegan por ser “100% plástico”. O discurso não batia com o impacto ambiental causado pela matéria-prima dos produtos e ele também não soube responder efetivamente. Ficou vago.

ALICE FERRAZ: consistência e relevância

Alice Ferraz (1)Alice subiu ao palco pronta para um grande bate-papo sobre o FHits e o trabalho com as bloggers brasileiras que fazem parte do inovador veículo. Simpática e com um discurso muito coerente, mostrou o seu espírito empreendedor e mostrou o seu método de trabalho. Iniciando com apenas 5 bloggers, hoje o FHits conta com uma rede bem mais de influenciadoras e está de olhos abertos para as youtubers.

“F*Hits nasceu como um serviço único no mundo. O que existe hoje, lá fora, são as “multi channel networks” de youtubers. Mas nada exatamente como o FHits.
“Não é só vender produto. É fazer um conteúdo no qual ele está inserido, transmitindo verdade”.
Branded content:  “a conversão é muito mais importante do que o número de seguidores”.
Curadoria + blogs = relevância
Identificação: “a blogueira é o espelho da menina que a lê”.
“As influenciadoras digitais não são IT girls, são veículos de moda”.
“O brasileiro compra porque gosta de se divertir. Comprar é entretenimento. To have fun”.
Segredo do bom conteúdo: consistência + relevância

RACHEL MAIA: uma das faces da diversidade

Maxi Moda 2016 (117)A palestra da Rachel era uma das mais esperadas da noite e, apesar de muito inspiradora por conta da história de vida da Rachel, teve poucos insights relacionados à negócios. Rachel falou bastante sobre empoderamento, principalmente feminino, enquanto citava seus desafios na profissão à frente da Pandora. Das palavras de Rachel, a que ficou marcada foi: “eu não me calo, eu não me intimido”.  Girl Power!

Aproveita e vem ver outros clicks do evento:

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Florinda resgata origens nordestinas em nova coleção

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A gente tem falado por aqui sobre esse interesse da moda pelo Sertão. Pois uma marca que vocês sabem que a gente tem um carinho imenso resolveu buscar inspiração em suas próprias origens para a coleção de primavera 2017. Cearense de nascença, a Florinda criou a coleção “Flor do Mato”, disponível nas lojas de varejo a partir do dia 28 de julho. Terra árida, chão rachado, sob uma luz estourada do sol, formam terreno fértil do qual florescem estampas, cores e formas que compõem uma história contada por meio da Primavera Florinda.

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De forma marcante, as estampas têm seu protagonismo garantido com o trabalho de artistas cearenses e elementos regionais. Ademir Martins e Chico da Silva, pintores de técnica naif, inspiraram os traços de ilustrações como peixe naif, onírica e jangadas. A estamparia também conta com motivos característicos do nordeste, como a flor do mandacaru e cajus, presença das festas populares, quermesses e o Bumba meu Boi, além de trabalhos artesanais retratando as bonecas de barro, xilogravuras e o magnífico estilo de renda filé.

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A mulher Florinda apresentada na Primavera 2016/2017 mantém sua beleza natural, luminosa e descomplicada em looks frescos, coloridos e fluídos. Com cabelos ao vento e sintonizada na natureza, luz do sol e no vento nordestino ela é tão forte quanto a imagem e garra da região. E foi no sertão, ambientada pelas paisagens de  Juazeiro do Norte, Nova Olinda e Crato, na região do Cariri, que a marca registrou a campanha fotografada por Eduardo Rezende. As modelos Larissa Hatty e Lini Kennedy Carla trouxeram sua beleza brejeira para o shooting que contou ainda com styling de Pedro Sales e beauty de Rodrigo Costa.

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Lançamento coleção “Flor do Mato” da Florinda

Dia 28 (quinta)
às 18h
Shopping Rio Mar Fortaleza
www.vivaflorinda.com.br

Le Sergic lança coleção inspirada em Frida Kahlo

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Cearense, criativa, colorida e agender. Esses quatro atributos já são grandes motivos para ficarmos de olho na Le Sergic. Para a coleção “Frida-se”, a marca mergulhou nas cores da artista mexicana Frida Kahlo traduzindo seu universo lúdico para a tropicalidade da terra do sol. Com estampas marcantes, as camisas tem shape “slim” e a modelagem é pensada para ter bom caimento tanto em corpos masculinos como femininos.

A estilista da marca, Amanda Pereira, fala que a inspiração na Frida vem também da vida pessoal da artista. “Nos inspiramos na sua trajetória, seus amores e dores, nas suas cores e na sua cultura para trazer um pouco de Frida para cada um de nós”, conta.

O carinho que temos pela marca (do qual já falamos aqui e aqui) ganhou reforço na produção das fotos, que contou com um time de amigos queridos: Natália Rocha nas fotos e Vitoria Forte Branco, Marcos Bruno Flor e Tati Dourado como modelos. O sobrenome não é coincidência: a Tati é nossa prima! <3

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