Desenroladas


Marcas cearenses mostram novidades nas coleções de fim de ano

Fim de ano é um momento importante pra moda. Entre coleções de alto-verão, cápsulas ou especiais festas, as marcas lançam as novidades para o último mês de 2015. Em comum, a aposta nos trabalhos feitos à mão e às raízes brasileiras. Veja algumas que a gente mais curtiu:

Água de Coco e coleção cápsula especial 30 anos
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Em comemoração aos 30 anos, a marca cearense olhou para as suas raízes e lança coleção cápsula que valoriza os trabalhos manuais. Para estrelar a campanha, a marca convidou a top Isabeli Fontana que se juntou às artesãs locais, em Icapuí-CE, para conhecer um pouco mais do minucioso e tradicional trabalho que passa de geração em geração naquela região. As peças exclusivas estarão à venda em lojas selecionadas em todo Brasil, a partir de dezembro.

Florinda e alto verão antenado
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Na coleção de alto verão, a Florinda aposta em tendências fortes e traz as novidades na linha “resort” e na linha “party”. Na linha “resort”, que sugerem produções para aproveitar o calor da estação, a Florinda aposta em ‘candy colors’, estampas marcantes, denim com aplicações e trabalhos manuais como renda e crochê. Na “Party”, a hora é de brilhar com tecidos metalizados, recortes em laser e peças em alfaiataria. A coleção já está à venda nas lojas da marca em Fortaleza e multimarcas pelo Brasil.

Feitiço e a bossa nova
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A marca cearense inspirou-se na Bossa Nova para a coleção de fim de ano. As roupas desfilam uma cartela de cores primárias em releituras de vestidos lady like, saias rodadas, cintura marcada e camisas planas. Para eles, o estilo clássico dos dândis. A coleção já está à venda.

 

Por uma moda mais consciente

Por Joana Maranhão

andré carvalhal

Na última quarta-feira (11.11), rolou uma palestra pra lá de enriquecedora com o head de marketing da Farm, André Carvalhal. O objetivo do evento era apresentar as mudanças quanto à criação, produção, comunicação e venda de roupas, considerando as oportunidades de transformação social e cultural. Assim como, fazer um teaser do novo livro do gestor de marketing, intitulado “Moda como Propósito”, que tem previsão de lançamento para março de 2016.

André começou a noite contando um pouco da sua história profissional e como foi o processo para ele chegar ao entendimento que tem hoje sobre moda e sobre o novo comportamento do consumidor. Para ele, o começo da mudança deu-se em 2012, quando muito se falou sobre o fim do mundo. Ele explicou seu ponto de vista argumentando que foi a partir dali que muitas crises passaram a ser realidade para todo e qualquer ser humano, vide as crises de água, as crises ambientais, as crises políticas, as crises de relações interpessoais e assim por diante. Na sequência, fundamentado pelo diagrama de Paul Baran, ele mostrou como saímos de tempos de centralização de poder, renda e informação para a atual fase de hiperconexão, onde as pessoas tem voz e estão conectadas não só tecnologicamente, mas emocionalmente – o que um ser humano sente aqui afeta outro que está em outra parte do mundo (a Física Quântica e o documentário “I Am” – disponível no Netflix – explicam isso melhor).
A partir daí, ele falou sobre a influência das fast fashion no consumismo exacerbado e nos modelos de negócios de moda que imperaram na atualidade: “as fast fashion banalizaram a moda – deixando de criar desejos, sonhos e aspirações nas pessoas e desqualificando o trabalho de profissionais criadores”. A verdade é que grandes designers – agora atuando como meros funcionários de mega corporações que visam lucro – passaram a ter que criar 12 coleções anuais para manterem as ações dessas empresas em alta – o que enfraquece e pressiona todo e qualquer processo criativo.

Trabalhos, que antes eram valorizados por serem autorais e inovadores, foram reduzidos a produtos, deixando de representar o desejo de expressão das pessoas. “As marcas passam a copiar umas as outras e acabam prestando um desserviço à sociedade – que busca simplesmente se expressar através da vestimenta”, complementa.

No entanto, para o gestor de marketing, comprar não é uma coisa ruim. O capitalismo é um movimento ético, dando possibilidade de escolhas. Por isso, falar de consumo consciente não tem a ver com boicote, mas sim com uma nova maneira de comprar que envolve ética e que devolve para o meio ambiente e para as pessoas (no caso dos trabalhadores ou comunidades/etnias) o que foi tirado deles.

Ele defende que vivemos um momento de expansão de consciência e que este é um caminho sem volta. Assim, uma vez que o consumidor percebeu que precisa fazer escolhas, ele quer se relacionar com empresas que representem os seus valores. Por isso, André diz que a moda tem o papel de servir às pessoas e é algo que deve ser para todo mundo: “A moda é uma forma do indivíduo se colocar no mundo, sendo necessário criar empatia com o ser humano, precisa ser a favor da vida e não predatória pro meio ambiente e nem culturalmente cruel – quando exclui biotipos ou etnias”.

Se pensarmos que para algo se renovar é preciso que haja uma desconstrução do que já existe, vemos uma luz no fim do túnel. Segundo estudos, 1 em cada 7 indivíduos trabalha em uma atividade relacionada a moda. Essa proximidade com a vida das pessoas faz com que a moda seja um poderoso veículo para disseminação de novos conceitos.
Para ele, é com a força dos consumidores que será estimulada essa transformação no mercado da moda, pela mudança de hábitos de consumo. Porém, não sejamos utópicos. No momento é impraticável ser 100% sustentável, porque em algum momento da cadeia produtiva, a marca estará impactando no meio ambiente ou na vida de um cidadão ser recompensá-los.

A ideia, então, é fazer o melhor que se pode com os recursos que se tem. Fazer o que é possível para hoje e sempre questionar e analisar possibilidades de melhorias. E, por fim, entender o que dessa nova era pode ser traduzido para sua realidade – enquanto consumidor e enquanto marca. Lembre-se: cada um de nós faz parte desse movimento de mudança.

Aqui eu vou deixar nomes de alguns projetos, estudos e marcas servem como complementos para o que foi dito, mas que não foram citados no texto acima:
• Documentário “The True Cost” (disponível no Netflix);
• Documentário “Cowspiracy” (disponível no Netflix);
• Marcas de moda: Patagônia, Print All Over Me e Noiga;
• Projetos: Honest by, Nacho Rojo – Couples, Ecoera, Oficina de Estilo, Fashion Revolution, Modices (Carla Lemos) e Um ano sem Zara (Joanna Moura);
• Campanha do Greenpeace sobre detox na moda;
• Vídeo da Box1824: “The Rise of Lowsumerism“.

Fashion Blogging: Centro Universitário Belas Artes e F*hits lançam curso em São Paulo

 

Se no início ter um blog era investir numa comunicação underground, já há muitos o jogo virou. Antes uma mídia alternativa, hoje os blogs de moda possuem alta influência dentro e fora da Internet. Após investir na criação do curso de graduação em Mídias Sociais Digitais, o primeiro do país, o Centro Universitário Belas Artes e a plataforma de digital influencers F*hits inovam mais uma vez e lançam o curso Fashion Blogging, inédito no país. Com curadoria de Alice Ferraz, CEO da Alice Ferraz Comunicação e Relações Públicas e do F*hits, que conta com mais de nove milhões de visitas únicas, 30 milhões de page views por mês e sete milhões de seguidores no Instagram, o curso tem como objetivo habilitar o aluno a compreender as relações entre moda e internet, permitindo construir sua imagem nas redes sociais por meio da elaboração de um blog de moda e tornar-se um empreendedor digital.

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“Os blogs aproximaram as pessoas do universo fashion, proporcionando ao consumidor final uma experiência muito diferente do que estavam acostumados. Hoje, o mercado está amadurecendo. Criamos o curso para explicar um pouco mais desse universo e mostrar aos alunos como oferecer um conteúdo mais profissional no blog e também auxiliá-lo na construção de sua imagem nas redes sociais. Afinal conhecimento nunca sai de moda”, conta Alice Ferraz.

Diferente de uma graduação tradicional, o Fashion Blogging é um curso livre direcionado tanto para pessoas que demonstram interesse na relação entre moda e mídias sociais, quanto para quem procura desenvolver um blog de moda com caráter empreendedor, e opera na modalidade educação a distância (EAD). Todo o conteúdo das aulas poderá ser visualizado e estudado em qualquer horário, permitindo que o aluno determine sua agenda de estudo desde que obedeça à vigência do curso e data limite para a realização das atividades on-line. A presença é considerada a partir da postagem das atividades e participação nas discussões on-line. Os alunos com 75% de participação recebem o certificado de conclusão.

Com carga horária de 30 horas e duração prevista de cinco semanas – de 6 de novembro a 10 de dezembro de 2015 – e investimento único de R$580,00, o Fashion Blogging é dividido em quatro módulos com aulas ministradas pela própria Alice Ferraz, Prof. Carol Garcia, jornalista, mestra e doutora em Comunicação e Semiótica, e Fernando Levy, CFO e COO das empresas do Grupo Ferraz.

As inscrições estão abertas podem ser feitas no site da instituição.

www.belasartes.br/cursoslivres

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