Desenroladas


Jaloo e Rico Dalasam no pré-carnaval de Fortaleza

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Vamos falar de coisa boa? Vamos falar que vai ter show do Jaloo e Rico Dalasam em Fortaleza! Sim, esses que são dois fortes nomes da nova música brasileira estão chegando à terrinha para fazer parte da programação de pré-carnaval da Órbita.

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Batizado de “Pré-Carnaval Secret”, a programação vai trazer, além dos dois, Omulu e ainda o Baile Tropical do DJ Patricktor4. Ainda sem valores e horários definidos, as festas já prometem por terem aberto os olhos para esses expoentes que vem mudando a cara da nossa música.

Rico Dalasam

Já conhecido do grande público da capital cearense (ele fez show aqui em 2016 na Feira da Música), o paulistano traz um respiro de inovação quebrando as regras do mercado do rap. Num meio ainda muito marcado pela misoginia e pela homofobia, Rico  – assumidamente e orgulhosamente gay – encontrou seu nicho fazendo o que os bons rappers fazem de melhor: usando sua vivência como bandeira política. Como ele mesmo diz: “onde ninguém foi, eu vou tá”. Tudo isso vem “embalado” em looks altamente inspiradores dignos de editoriais de moda.

Jaloo

Também trazendo um proposta disruptiva no mercado nacional, o cantor e produtor paraense com ascendência indígena aposta num som eclético que traz referências eletrônicas diversas: de Grimes a Calypso. Sim, isso mesmo: o tecnobrega é um elemento-chave em seu som. Esse caldeirão cultural é evidente não só no álbum “#1” quanto no seu visú surreal carregado de conceito que parece saído de um filme japonês futurista.

Aumenta o som e entra no clima!

 

Serviço:

Pré-Carnaval Secrets apresenta:

dia 28 – ARRASTÃO
Omulu
Ioia
Sydney Sousa
Dário Matos
Bubu

Dia 04 – Rico Dalasam
Get Down Project
Duro Bass Máfia

Dia 11 – Jaloo
Fertinha
Bubu

Dia 18 – Baile Tropical
Patrick Tor4
Bubu
É o tchan, meu amor

No Órbita Bar (Rua Dragão do Mar, 207 – Praia de Iracema)
Telefone: 3453.1421

Viagem por Londres: 4 locais geek para visitar na capital da Inglaterra

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Anotem isto: Londres tem programas para todos os tipos de gostos. Ao visitar a capital inglesa, percebi que sua maior característica é ser uma cidade cosmopolita. Em cada esquina, uma história é contada. E não tô falando só da história da família real, mas da história do mundo. Londres é um verdadeiro caldeirão cultural.

Então, não seria diferente para os geeks, nerds e entusiastas do gênero. Londres é um paraíso pra quem ama livros, boardgames, histórias em quadrinhos, super-heróis e todo o universo da fantasia. Por isso, enquanto estive lá, fiz questão de visitar os locais que os verdadeiros geeks frequentam e que saem da rota turística da cidade.

Não se enganem, há muito o que visitar em Londres e já contamos outras dicas imperdíveis aqui, mas os destinos que listo a seguir são irresistíveis!

(more…)

The Get Down: nascimento do hip hop

É o fim dos anos 1970 em Nova York, em meio às rebeliões pelos direitos da comunidade negra, um novo som nasce nos guetos, ruelas e boates do Bronx. É o hip hop que, além de um novo estilo musical, conta a história dos tantos negros que viveram na época de seu surgimento.
Essa é só uma pincelada, mas esse é o principal mote da nova série da Netflix, The Get Down (e que nós a-ma-mos, diga-se de passagem). Mas The Get Down não é só isso: é moda, muita música além do hip hop, arte, história e empoderamento de minorias.

Nem só de boca de sino viveram os 70s

A década de 1970 é conhecida pelas estampas vivas, bocas de sino e sapatos lustrosos. De um lado, os hippies “flower power” e, do outro, como mostra o seriado, a comunidade negra incorporando novas “tendências”no legado da moda deixado pelo movimento Motown. Quem conhece um pouco de história, sabe que essa época foi um período de transição na moda: os sapatos lustrados deram espaço aos tênis esportivos, os ternos viraram bomber jackets e o moletom passou a ganhar mais espaço nos guarda-roupas das famílias do Bronx.

Atenção para a cultura dos tênis, onde o personagem “Dizzie”, vivido pelo Jaden Smith, sempre fala dos “impecáveis Pumas” do grafiteiro e aprendiz de DJ, Shaolin Fantastic.
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Freestylin

Foi exatamente nessa época que esse estilo passou a ganhar visibilidade e força. Os DJs, que passaram a dispensar as músicas prontas dos vinis e começaram a criar suas próprias mixagens, sempre estavam acompanhados de um “poeta”: alguém que, além de animador da festa, também estava pronto para soltar o verbo, improvisando letras e rimas no ritmo da música. Podemos dizer que esse foi o ponto de partida para o nascimento do Hip Hop.

A série também contextualiza o sucesso da Disco Music, onde a cantora Donna Summer é uma grande referência para as personagens femininas, a transformação da música gospel que passa a inserir elementos do pop e a popularização do estilo punk rock. Além do conceito histórico musical, o roteiro do seriado também explora a concorrência e troca de experiência entre os movimentos, além de mostrar a perspectiva quanto ao consumo da época e a produção independente.

Muito além da música: grafite, poesia e cinema

Quando uma minoria é excluída, ela necessita criar sua própria identidade. E foi assim com o marginalizado grafite, um personagem central para a história do seriado e dos anos 1970. Assim como o hip hop, o estilo artístico aborda a cultura da territorialidade que existe nas esquinas do Bronx, onde ela é conquistada por meio do talento e do respeito.
Outras referências culturais da época também são fortes, como os filmes de artes maciais, de ação e as HQs de super-heróis.
A poesia também é um forte elemento da trama. O seriado é contado pela perspectiva do personagem Ezequiel, interpretado por Justice Smith, um grande poeta, que possui o dom da palavra e descobre como pode usá-la para fazer música, além contar em forma de rap a história de toda uma década.
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O futuro é negro, feminino, gay e livre
A década de 1970 pode ser caracterizada por uma só palavra: diversidade. Além de ser um momento de transição e de grande diversidade artística, também é um período de diversidade étnica e sexual. E o seriado consegue retratar essa pluralidade de forma direta e sem precendentes.
A história se passa na comunidade negra e porto-riquenha na periferia de Nova York, onde a maioria dos seus personagens são negros, latinos, pardos e contam sua história em magníficos black powers. Fora isso, o roteiro também retrata a cultura gay vivida no período: o inícios das baladas gays, dos “Ballrooms” e Vogue Battles, um estilo de dança baseada em poses e muito glamour, popularizada antes mesmo de Madonna.
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Depois de tantos motivos, você precisa de mais algum motivo para ir correndo assistir The Get Down? 😉