Desenroladas


Vivência no Sítio Aho: Aprenda a fazer sua horta em casa, sítio ou apartamento

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Que tal aproveitar o seu domingo de uma maneira diferente? Nossa #DicaDesenrolada para o dia 05 de fevereiro é pegar a estrada para o Eusébio, aportar num lugar cheio de natureza e energia positiva, esquecer a correria cotidiana e aprender a arte de criar e manter uma horta caseira.
Esse espaço “mágico” é o Ecosítio Aho, um projeto permacultural em desenvolvimento para experimentos sustentáveis, local de acolhimento e bem-estar espiritual. Dentre as diversas atividades realizadas lá, as hortas ganham destaque. Afinal, não é todo dia que a gente, “bicho da cidade grande”, dá de cara com alfaces cultivados em aquaponia, por exemplo.

De tanto receber elogios e perguntas dos amigos curiosos, o Davi Farias, proprietário do local, criou a vivência “Fazendo sua horta em casa, sítio ou apartamento”. A oficina acontece de 08h às 18h e tem investimento de R$ 100. “É um dia para repassar o que tudo o que foi aprendido ao longo desses dois anos de cultivo e produção de alimentos do sítio”, adianta Davi.

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Não tem costume de lidar com plantinhas e está achando que não vai entender nada? Pois saiba que a programação é justamente para iniciantes, tendo pouca ou nenhuma experiência.

A ideia da vivência é ensinar na prática o desenvolvimento de canteiros, desde de semear até plantar/cuidar, com o objetivo transmitir os conhecimentos para que cada um possa fazer a sua horta, independente do seu espaço, tamanho ou localização.

Não é incrível poder fazer sua própria horta e produzir seu próprio alimento?

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Se liga na programação:

08:00 – 08:30 – Café da Manha
08:40 – 12:00 – Mas o que é preciso para plantar? – Demonstração do que envolve o desenvolvimento de uma hora (etapas). Praticar as maneiras de semear, preparar o terreno e adquirir compostos. Criador de Mudas do Ecosítio Aho: ensinamento para você aprender sobre os elementos e os processos de uma horta, maneiras de semear, como adquirir compostos (composteira, minhocário e compostos comerciais) e como preparar uma cama de cultivo.
12:00 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:00 – Rolé pelo Ecosítio Aho
15:00 – 18:00 – Botar a mão na massa… quer dizer, na terra! Aula prática de como se pode plantar em qualquer local. Será realizado um espaço da horta do sítio, desenvolvido um canteiro de ervas, feito o plantio de árvores frutíferas. É hora de pegar na enxada, sujar a mão e ter contato com a terra.
18:00 – Confraternização da turma! 🙂

Investimento: R$ 100 (depósito bancário / cartão acréscimo 10%)
Com direito a café da manhã.

Dados Bancários:
Banco do Brasil
AG 2793-6
CC 77.000-0
Davi Guerra de Farias

OBS.: Também haverá almoço sendo vendido no local por R$ 15 com suco e sobremesa.

Mais informações:
Davi Guerra de Farias – 85-98888.0942
www.facebook.com/ecositioaho

Marcas empoderadas e veganas pra te ajudar no amigo secreto

Caro amigo secreto,
Viemos por meio desta dar umas diquinhas super bacanas pra inovar nesse fim de ano. Que tal dar um presente que, além de criativo, pode deixar ainda mais feliz aquela mana empoderada ou aquele amigo adepto do veganismo, hein?
Brincadeiras à parte, o post de hoje é realmente sobre marcas empoderadas e veganas pra sair da mesmice nos presentes de fim de ano, amigo secreto ou, por que não, para si mesma. Vem com a gente:

Decoração

Dividimos em categorias pra ficar mais objetivo e porque são muitas marcas bacanas que queremos falar. A primeira delas é a Se Empodera (@se.empodera), uma marca que expressa super bem a força feminina. Tem caneca, almofada, ecobag e bottons sempre com essa pegada feminista. Sabe o que é melhor? Ela é aqui de Fortaleza mesmo, ou seja, é só dar um alô no WhatsApp que os pedidos chegam rapidinho!

seempodera (more…)

Por uma moda mais consciente

Por Joana Maranhão

andré carvalhal

Na última quarta-feira (11.11), rolou uma palestra pra lá de enriquecedora com o head de marketing da Farm, André Carvalhal. O objetivo do evento era apresentar as mudanças quanto à criação, produção, comunicação e venda de roupas, considerando as oportunidades de transformação social e cultural. Assim como, fazer um teaser do novo livro do gestor de marketing, intitulado “Moda como Propósito”, que tem previsão de lançamento para março de 2016.

André começou a noite contando um pouco da sua história profissional e como foi o processo para ele chegar ao entendimento que tem hoje sobre moda e sobre o novo comportamento do consumidor. Para ele, o começo da mudança deu-se em 2012, quando muito se falou sobre o fim do mundo. Ele explicou seu ponto de vista argumentando que foi a partir dali que muitas crises passaram a ser realidade para todo e qualquer ser humano, vide as crises de água, as crises ambientais, as crises políticas, as crises de relações interpessoais e assim por diante. Na sequência, fundamentado pelo diagrama de Paul Baran, ele mostrou como saímos de tempos de centralização de poder, renda e informação para a atual fase de hiperconexão, onde as pessoas tem voz e estão conectadas não só tecnologicamente, mas emocionalmente – o que um ser humano sente aqui afeta outro que está em outra parte do mundo (a Física Quântica e o documentário “I Am” – disponível no Netflix – explicam isso melhor).
A partir daí, ele falou sobre a influência das fast fashion no consumismo exacerbado e nos modelos de negócios de moda que imperaram na atualidade: “as fast fashion banalizaram a moda – deixando de criar desejos, sonhos e aspirações nas pessoas e desqualificando o trabalho de profissionais criadores”. A verdade é que grandes designers – agora atuando como meros funcionários de mega corporações que visam lucro – passaram a ter que criar 12 coleções anuais para manterem as ações dessas empresas em alta – o que enfraquece e pressiona todo e qualquer processo criativo.

Trabalhos, que antes eram valorizados por serem autorais e inovadores, foram reduzidos a produtos, deixando de representar o desejo de expressão das pessoas. “As marcas passam a copiar umas as outras e acabam prestando um desserviço à sociedade – que busca simplesmente se expressar através da vestimenta”, complementa.

No entanto, para o gestor de marketing, comprar não é uma coisa ruim. O capitalismo é um movimento ético, dando possibilidade de escolhas. Por isso, falar de consumo consciente não tem a ver com boicote, mas sim com uma nova maneira de comprar que envolve ética e que devolve para o meio ambiente e para as pessoas (no caso dos trabalhadores ou comunidades/etnias) o que foi tirado deles.

Ele defende que vivemos um momento de expansão de consciência e que este é um caminho sem volta. Assim, uma vez que o consumidor percebeu que precisa fazer escolhas, ele quer se relacionar com empresas que representem os seus valores. Por isso, André diz que a moda tem o papel de servir às pessoas e é algo que deve ser para todo mundo: “A moda é uma forma do indivíduo se colocar no mundo, sendo necessário criar empatia com o ser humano, precisa ser a favor da vida e não predatória pro meio ambiente e nem culturalmente cruel – quando exclui biotipos ou etnias”.

Se pensarmos que para algo se renovar é preciso que haja uma desconstrução do que já existe, vemos uma luz no fim do túnel. Segundo estudos, 1 em cada 7 indivíduos trabalha em uma atividade relacionada a moda. Essa proximidade com a vida das pessoas faz com que a moda seja um poderoso veículo para disseminação de novos conceitos.
Para ele, é com a força dos consumidores que será estimulada essa transformação no mercado da moda, pela mudança de hábitos de consumo. Porém, não sejamos utópicos. No momento é impraticável ser 100% sustentável, porque em algum momento da cadeia produtiva, a marca estará impactando no meio ambiente ou na vida de um cidadão ser recompensá-los.

A ideia, então, é fazer o melhor que se pode com os recursos que se tem. Fazer o que é possível para hoje e sempre questionar e analisar possibilidades de melhorias. E, por fim, entender o que dessa nova era pode ser traduzido para sua realidade – enquanto consumidor e enquanto marca. Lembre-se: cada um de nós faz parte desse movimento de mudança.

Aqui eu vou deixar nomes de alguns projetos, estudos e marcas servem como complementos para o que foi dito, mas que não foram citados no texto acima:
• Documentário “The True Cost” (disponível no Netflix);
• Documentário “Cowspiracy” (disponível no Netflix);
• Marcas de moda: Patagônia, Print All Over Me e Noiga;
• Projetos: Honest by, Nacho Rojo – Couples, Ecoera, Oficina de Estilo, Fashion Revolution, Modices (Carla Lemos) e Um ano sem Zara (Joanna Moura);
• Campanha do Greenpeace sobre detox na moda;
• Vídeo da Box1824: “The Rise of Lowsumerism“.

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