Desenroladas


Viagem por Londres: 4 locais geek para visitar na capital da Inglaterra

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Anotem isto: Londres tem programas para todos os tipos de gostos. Ao visitar a capital inglesa, percebi que sua maior característica é ser uma cidade cosmopolita. Em cada esquina, uma história é contada. E não tô falando só da história da família real, mas da história do mundo. Londres é um verdadeiro caldeirão cultural.

Então, não seria diferente para os geeks, nerds e entusiastas do gênero. Londres é um paraíso pra quem ama livros, boardgames, histórias em quadrinhos, super-heróis e todo o universo da fantasia. Por isso, enquanto estive lá, fiz questão de visitar os locais que os verdadeiros geeks frequentam e que saem da rota turística da cidade.

Não se enganem, há muito o que visitar em Londres e já contamos outras dicas imperdíveis aqui, mas os destinos que listo a seguir são irresistíveis!

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Os originais da Netflix que todo mundo precisa assistir

Todo mundo conhece e, provavelmente, já assistiu as séries e filmes mais famosinhos e badalados originais da Netflix, né? Mas e aquelas que ficam ali no limbo da plataforma, você já testou dar o play? Pois é, é dessas séries que viemos falar hoje.
A Netflix ultimamente tem arrasado com séries como Daredevil, Jessica Jones, Luke Cage, Stranger Things e House of Cards. Mas pra quem não sai fuçando o site, acaba perdendo umas outras produções independentes que são tão incríveis quanto.
Selecionamos algumas pra você fazer aquela maratona. Se liga!

Black Mirror
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Essa produção é até famosinha e muito conhecida por dividir opiniões de quem assiste. Black Mirror é daquelas que ou você ama ou você odeia, sabe? No caso, eu amo (e odeio, ao mesmo tempo). Originalmente, ela não é produzida pela Netflix, mas após a 2ª temporada foi comprada pela plataforma para dar continuidade à série. Black Mirror é um seriado britânico de ficção que trata de temas bastante sombrios e, algumas vezes, satíricos que analisam a nossa sociedade e, especialmente, no que diz respeito ao uso de novas tecnologias e suas consequências.
Cada episódio de BM possui um enredo, elenco, set e realidade diferente, mas todos tratam basicamente da forma como vivemos agora. É o tipo de seriado que você nunca sabe o que esperar e, analisando rapidamente, tudo se passa num futuro muito próximo de nós.
A 3ª temporada estreou dia 21/10 e, em pouco tempo, anda dividindo muitas opiniões.

Easy

A série que também segue o formato antológico de Black Mirror – com elencos e enredos diferentes a cada episódio – chegou despercebida em pleno setembro na Netflix. Também com a estreia da 2ª temporada de Narcos e a série Luke Cage fica um pouco difícil, né? E é justamente por isso que ela está na nossa lista.
Baseada no gênero “mumblecore”, um movimento artístico do cinema independente americano, onde os filmes são feitos de forma simples e com baixo orçamento, mostram grande nomes do cinema, como Orlando Bloom, Dave Franco e Malin Akerman em cenas que jamais teríamos imaginado antes.
Easy fala dos relacionamentos do cotidiano. Isso mesmo, aquele que eu e você vivemos diariamente, as suas dores, delícias e crises que fazem parte da nossa vida. Uma trama fácil de se identificar e 8 episódios com temas íntimos e realistas perfeitos para assistir numa tarde de domingo.

Mascots

Também tem opção pra quem curte uma boa comédia. Mascots é um pseudo documentário que fala sobre uma Competição Anual de Mascotes: depoimentos, bastidores da “competição” e o próprio concurso são mostrados no filme.
É o tipo de produção que causa um estranhamento a princípio, por isso muita atenção ou algumas piadas podem passar batido. O enredo é bem simples e mostra, de forma até caricata e bem excêntrica, os participantes da Competição Anual de Mascotes.

3-por-cento

E, por último, a primeira produção brasileira da Netflix (que ainda não estreou na plataforma, mas que já deixou todo mundo ansioso!). 3% é um espécie de thriller pós-apocalíptico que se passa aqui mesmo no Brasil, num universo distópico.
O enredo conta que a maior parte da população agora mora no Continente e os moradores quando completam 20 anos de idade têm o direito de participar do Processo, um tipo de seleção que oferece a oportunidade única de ir viver em Mar Alto, um local com melhores oportunidades e que pode oferecer uma vida mais digna.O nome da série vem justamente do resultado dessa seleção: apenas 3% dos candidatos são aprovados e podem passar para a próxima fase. O lançamento da série será dia 25 de novembro. Enquanto isso, dá uma olhada no trailer oficial:

E aí, já viu alguma dessas? Conta pra gente!

The Get Down: nascimento do hip hop

É o fim dos anos 1970 em Nova York, em meio às rebeliões pelos direitos da comunidade negra, um novo som nasce nos guetos, ruelas e boates do Bronx. É o hip hop que, além de um novo estilo musical, conta a história dos tantos negros que viveram na época de seu surgimento.
Essa é só uma pincelada, mas esse é o principal mote da nova série da Netflix, The Get Down (e que nós a-ma-mos, diga-se de passagem). Mas The Get Down não é só isso: é moda, muita música além do hip hop, arte, história e empoderamento de minorias.

Nem só de boca de sino viveram os 70s

A década de 1970 é conhecida pelas estampas vivas, bocas de sino e sapatos lustrosos. De um lado, os hippies “flower power” e, do outro, como mostra o seriado, a comunidade negra incorporando novas “tendências”no legado da moda deixado pelo movimento Motown. Quem conhece um pouco de história, sabe que essa época foi um período de transição na moda: os sapatos lustrados deram espaço aos tênis esportivos, os ternos viraram bomber jackets e o moletom passou a ganhar mais espaço nos guarda-roupas das famílias do Bronx.

Atenção para a cultura dos tênis, onde o personagem “Dizzie”, vivido pelo Jaden Smith, sempre fala dos “impecáveis Pumas” do grafiteiro e aprendiz de DJ, Shaolin Fantastic.
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Freestylin

Foi exatamente nessa época que esse estilo passou a ganhar visibilidade e força. Os DJs, que passaram a dispensar as músicas prontas dos vinis e começaram a criar suas próprias mixagens, sempre estavam acompanhados de um “poeta”: alguém que, além de animador da festa, também estava pronto para soltar o verbo, improvisando letras e rimas no ritmo da música. Podemos dizer que esse foi o ponto de partida para o nascimento do Hip Hop.

A série também contextualiza o sucesso da Disco Music, onde a cantora Donna Summer é uma grande referência para as personagens femininas, a transformação da música gospel que passa a inserir elementos do pop e a popularização do estilo punk rock. Além do conceito histórico musical, o roteiro do seriado também explora a concorrência e troca de experiência entre os movimentos, além de mostrar a perspectiva quanto ao consumo da época e a produção independente.

Muito além da música: grafite, poesia e cinema

Quando uma minoria é excluída, ela necessita criar sua própria identidade. E foi assim com o marginalizado grafite, um personagem central para a história do seriado e dos anos 1970. Assim como o hip hop, o estilo artístico aborda a cultura da territorialidade que existe nas esquinas do Bronx, onde ela é conquistada por meio do talento e do respeito.
Outras referências culturais da época também são fortes, como os filmes de artes maciais, de ação e as HQs de super-heróis.
A poesia também é um forte elemento da trama. O seriado é contado pela perspectiva do personagem Ezequiel, interpretado por Justice Smith, um grande poeta, que possui o dom da palavra e descobre como pode usá-la para fazer música, além contar em forma de rap a história de toda uma década.
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O futuro é negro, feminino, gay e livre
A década de 1970 pode ser caracterizada por uma só palavra: diversidade. Além de ser um momento de transição e de grande diversidade artística, também é um período de diversidade étnica e sexual. E o seriado consegue retratar essa pluralidade de forma direta e sem precendentes.
A história se passa na comunidade negra e porto-riquenha na periferia de Nova York, onde a maioria dos seus personagens são negros, latinos, pardos e contam sua história em magníficos black powers. Fora isso, o roteiro também retrata a cultura gay vivida no período: o inícios das baladas gays, dos “Ballrooms” e Vogue Battles, um estilo de dança baseada em poses e muito glamour, popularizada antes mesmo de Madonna.
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Depois de tantos motivos, você precisa de mais algum motivo para ir correndo assistir The Get Down? 😉