Desenroladas


O quê você deixou de consumir em 2016?

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Dinheiro não traz felicidade, mas basta chegar outubro que começa o frenesi das listas pro Papai Noel e compras desenfreadas com propagandas cheias de famílias sorridentes. Por um breve tempo muitos dos reports de tendências falavam da “acensão da classe média” no Brasil, o que foi substituído a partir de 2015 por textos e mais textos sobre a crise econômica e como dribá-la. Nesse panorama, uma das tendências crescentes é o “Lowsumerism” (do qual já falamos aqui) que de mãos dadas com o discurso da sustentabilidade, traz uma atenção maior sobre a cadeia produtiva e também a reflexão: será que precisamos mesmo comprar tanto? O Box 1824, bureau de tendências de SP, tem um vídeo muito bacana sobre o assunto:

E foi no grupo do Box 1824 no Facebook que vi a seguinte pergunta umas semanas atrás: “que produto ou serviço você deixou de consumir em 2016 e não sentiu falta?”
Na minha listinha, os pontos principais são: TV aberta/fechada (só vejo Netflix), telefone fixo (só uso celular), absorvente (migrei pro coletor como vocês viram aqui), snapchat (só uso stories do Instagram), táxi (só uso busão, carona e Uber) e a maioria dos serviços de salão de beleza, como manicure/pedicure e depilação (faço tudo em casa e só vou ao salão para as mudanças capilares). Além, é claro, de ser vegetariana e muito feliz com essa escolha que tomei há 11 anos.

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Refleti sobre essas e outras mudanças de hábitos e sobre o aprendizado que elas trouxeram para minha vida (além da economia, claro). Pensei em possibilidades: o que gostaria de largar e ainda não consegui? Acima de tudo, pensei na força do inconsciente coletivo e no papel da mídia para amplificar esses discursos de transformação, pois a maioria dos comentários no post do Facebook estava em sintonia com a minha listinha. É manadas, estamos mais conectadas do que imaginamos. E vocês, o que deixaram de consumir em 2016 e não sentiram falta?

E fica aqui também minha proposta para esse fim de ano: fazermos também o exercício de pensar (e agir!) sobre o que queremos deixar de consumir em 2017 e de como podemos transformar nossa maneira de consumo para aumentar a rentabilidade dos nossos bolsos e melhorar a relação com nossos corpos e também com o planeta.