Desenroladas


DFB 2017 | Mulher no comando: Bate-papo com Helena Silveira, diretora do Dragão Fashion

Uma das mentes por trás da idealização e criação do Dragão Fashion Brasil, o maior e mais relevante encontro da moda autoral da América Latina, Helena Silveira é uma mulher forte, simpática e decidida. Desde a primeira edição, a empresária e produtora participa de todas as fases do evento.Entre um desfile e outro, nos recebeu para uma rápida conversa sobre a edição 2017 do DFB Festival.

Quais as mudanças mais significativas nessa edição comemorativa de 18 anos do DFB?
Além da maturidade, a gente trouxe várias ações diferentes das quais estávamos acostumados, então foi um novo aprendizado. Seja na área da música, da gastronomia ou dos workshops (Dragão Pensando Moda), tudo é novidade. A parte dos desfiles, a gente faz de olhos fechados, mas o que é novo, foi um grande recomeço para a produtora e para toda a equipe.

Qual o fato mais marcante de toda a trajetória?
Agora você me pegou! (risos) Olha, tenho vários fatos marcantes pra contar, mas é bastante difícil listar um de maior importância. Carregamos uma carga bem maior de responsabilidade este ano. O evento passou a ser um festival, agregando mais atividades à sua programação e isso já é grandioso.

Um fato marcante sobre a concepção do festival, quem sabe?
Participo do Dragão Fashion Brasil desde o início, da parte executiva ao pós-evento. Tudo é marcante. A gente tem que pontuar cada detalhe, a partir do que é mais relevante pro sucesso do evento. O Dragão é como uma montanha russa, porque temos emoção antes, durante e depois. Antes, já que organizamos todos os processos e temos que lidar com negociações, patrocínios, desistências. Abrem-se muitas portas, e fecham-se outras mil. O evento em si é aquela expectativa, né? Ninguém tem noção (são muitas coisas ao mesmo tempo!) do que acontece nos bastidores, então a gente resguarda, repensa, resolve aqui e ali. Quando o DFB termina, que é a parte mais chata e burocrática, temos que cuidar da resolução de questões que dão mais trabalho que o evento inteiro! (risos)

Do que você tem mais orgulho?
Do crescimento da gente. De quando saímos do Centro Cultural Dragão do Mar, fomos para o Centro de Eventos, voltamos para a Praça Verde do Dragão do Mar e, há alguns anos, viemos parar aqui no Terminal Marítimo. Essa quarta etapa fez o evento crescer significativamente, porque aqui temos estabilidade. O cais, além de um lugar lindo, dá poder e ressignifica o nosso modo de ver a cidade.