Desenroladas


Os 12 livros que mais amamos em 2017

Chegou a época oficial das listas. O YouTube já divulgou os vídeos mais assistidos do ano, o Google mostrou os termos mais pesquisados e o Spotify criou uma funcionalidade que mostra quais músicas e gêneros você mais ouviu. Em meio à profusão de informação proporcionada pela Internet e seus meios digitais, às vezes o melhor é recorrer a outro tipo de rede, a de deitar, e ficar offline com um bom livro – um respiro necessário para oxigenar as ideais e mergulhar nos assuntos. Em 2017 consegui retomar o hábito de ler mais livros e agora compartilho com vocês alguns dos que foram mais marcantes ao longo dos meses com temas, valores e tamanhos bem variados. Se você está procurando indicações para as férias ou para o ano que se inicia, com certeza você vai encontrar bons companheiros nessa lista. Boa leitura!

LISTA COMPLETA*

 

“Para educar crianças feministas” Chimamanda Ngozi Adichie – Companhia das Letras – R$ 8**

“Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade” Austin Kleon – Editora Rocco – R$ 15,93 (Também sugerimos “Mostre seu trabalho: 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto”, do mesmo autor, que custa cerca de R$ 17,91)

“Como Mudar o Mundo” John Paul Flintoff – Coleção The School Of Life – Editora Objetiva – R$ 29,90

“Erros fantásticos: o discurso ‘Faça boa arte'” Neil Gaiman – Editora Intrínseca – R$ 13,41

“Entendendo Jung: um guia ilustrado” Maggie Hyde e Michael Mcguinness – Editora Leya – R$ 24

“Propósito: a coragem de ser quem somos” Sri Prem Baba – Editora Sextante – R$ 18,90

“Outros jeitos de usar a boca” Rupi Kaur – Editora Planeta – R$ 14

“Moda Intuitiva” Cris Guerra – Editora Lafonte – R$ 34,90

“Mulheres, cultura e política” Angela Davis – Editora Boitempo – R$ 31

“Moda com propósito: manifesto pela grande virada” André Carvalhal – R$ 28,90

“Organizar sem frescuras” Rafaela Oliveira – Editoria Astral – R$ 34,90

“Os segredos do guarda-roupa europeu” Anuschka Rees – Editora Paralela – R$ 39,69

 

*Na ordem da foto.

**Valores pesquisados na Internet, sujeitos a alteração.

TOP 3

 

#3 – “Mulheres, cultura e política” Angela Davis

Publicado originalmente em 1989, o livro é uma compilação de discursos e artigos que sintetizam o pensamento da autora sobre economia, cultura, política e militância. O livro é dividido em três eixos temáticos: “Sobre as mulheres e a busca por igualdade e paz”, “Sobre problemas internacionais” e “Sobre educação e cultura”. Com dados históricos e estatísticas, Davis reflete sobre conspirações políticas para enfraquecer grupos de minorias nos Estados Unidos, como a classe trabalhadora e a população negra. Apesar de ter sido escrito no fim da década 80, o conteúdo é surpreendentemente atual e encontra ecos também na cultura racista, homofóbica e misógina brasileira. Uma leitura essencial para todas as mulheres que buscam aprofundar a visão interseccional (tão necessária) no movimento feminista.

#2 – “Moda com propósito: manifesto pela grande virada” André Carvalhal

Seguindo o sucesso “A moda imita a vida”, um grande manual de marketing de moda, o segundo livro de Carvalhal é um mergulho na busca atual do mercado fashion por novos caminhos sustentáveis. Aqui não tem espaço pra utopia. O discurso do autor é direto, bem embasado e vai da economia à tecnologia em busca de soluções práticas para um sistema que vive tanto da efemeridade que está entrando em colapso – e está levando o mundo com ele. Uma leitura urgente para quem quer semear um futuro melhor para a indústria que é a segunda mais poluente do planeta, perdendo apenas para a indústria do petróleo. A transformação é urgente, profunda e cada um de nós pode fazer parte dela.

#1 – “Outros jeitos de usar a boca” Rupi Kaur

Este livro foi uma indicação de várias das nossas leitoras quando pedimos indicação de autoras feministas no Instagram (aproveita e segue a gente por lá também: @desenroladas). Contundente, o livro é dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. A narrativa de Kaur coloca o dedo nas próprias feridas emocionais e acaba também despertando dores em quem a lê – um incômodo essencial para que os sentimentos possam ser acolhidos e então transformados. Como a própria autora define: é uma jornada de sobrevivência pela poesia.