Desenroladas


Dia do batom: O batom vermelho e empoderamento feminino

“Vermelho é mais que uma cor. Vermelho afirma a presença. Você pode se esconder atrás do preto, mas não atrás do vermelho. Vermelho é coragem. (Yves Saint Laurent)”

Foto: Le Sergic
Foto: Le Sergic

Existe um certo poder em passar um batom vermelho. E, com ele, também um estigma que rodeia as mulheres com lábios encarnados. Pintar os lábios de vermelho é um dos símbolos de empoderamento feminino quando representa a ideia de corrermos contra esse papo de “eles não gostam” ou “não se deve chamar tanta atenção assim”. De batom vermelho, gritamos vários dos nossos desejos. Entre eles, a de que pouco importa o que ~eles~ vão achar, pois nos arrumamos para nós mesmas. A de que não existe regra de horário, ocasião ou qualquer outra convenção para a escolha da cor do meu batom. E que vamos nos sentir muito sexy quando bem quisermos. Quem determina? Nós, mulheres!

Parece pouco, mas em conversas rápidas com amigas, é fácil notar o quão é amedrontador usar batom vermelho. Nos enchem de ideias absurdas sobre nossa “postura” diante do mundo que um simples passar de um bastão vermelho nos lábios pode ser desafiador. Me lembro bem do meu primeiro batom vermelho, que comprei já depois dos 23 anos e do receio em usá-lo por aí. Quando nos falam tanto sobre aquelas frasezinhas do começo do texto e outras tantas, criar coragem para pintar a boca se torna parte de um processo importante de autoestima e empoderamento.

Então, quer saber? Não iremos tirar nosso batom vermelho, não perderemos nosso riso frouxo com a algum conselho e muito menos vamos nos preocupar com o que eles preferem. No Dia do Batom, a gente reúne um time de mulheres que deu alguns bons recados a partir de um batom vermelho:

“NÃO TIRA O BATOM VERMELHO”

“NEM VEM TIRAR MEU RISO FROUXO COM ALGUM CONSELHO QUE HOJE EU PASSEI BATOM VERMELHO”

“I’M A SURVIVOR”

Curiosidade:

Durante a Segunda Guerra, os batons eram batizados com nomes que remetiam à tensão mundial, como “vermelho luta” e “vermelho patriota”. Nas décadas seguintes, as divas Ava Gardner, Rita Hayworth, Bette Davis, Lauren Bacall, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe ajudaram a popularizar ainda mais o cosmético: pesquisas do final da década de 1950 revelam que mais de 90% das americanas pintavam a boca de vermelho. Já nos anos 1960, 1970, o tom foi estigmatizado, virou sinônimo de maquiagem vulgar. Agora, o batom que começou a ser difundido no século XVI e tinha Elizabeth I como garota-propaganda (ela usava uma mistura de cera de abelhas e plantas) volta a ser um símbolo do poder. (Fonte: O Globo)