Desenroladas



Narrativas de mulheres fortes são destaque na Bienal Internacional do Livro do Ceará

Começa hoje a XII Bienal do Internacional do Livro do Ceará sob o tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, em alusão a infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e virtual, fazendo uma grande homenagem ao acervo literário universal, à cultura e à identidade brasileira como patrimônio da humanidade.

O evento segue até o dia 23 de abril no Centro de Eventos do Ceará e, dentro dessa variedade de assuntos, um dos grandes focos é a programação comandada por mulheres fortes. Dentre as escritoras, destacam-se Paulina Chiziane (a primeira moçambicana a publicar um romance), Kiusam de Oliveira (escritora, bailarina e contadora de histórias que escreve livros infantis sobre cultura negra) e Conceição Evaristo (doutora em literatura comparada que só conseguiu terminar os estudos aos 25 anos, conciliando com o trabalho de empregada doméstica).

Diante de tantas histórias inspiradoras, fizemos um recorte da programação da Bienal com foco no trabalho dessas mulheres:

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Beleza livre de crueldade: conheça marcas que amamos e não testam em animais

Feche os olhos e lembre do cheiro da sua infância. Pense não só no aroma dos ambientes, comidinhas e pessoas que marcam a sua memória, mas no perfume que passavam em você. Consegue identificar a marca? Se você faz parte da geração millennial, é muito provável que sua lembrança remeta à Lavanda Johnson’s Baby. Pela memória afetiva relacionada ao produto, continuei usando-o eventualmente até meus 18 anos, quando soube de um fato que mudaria pra sempre minha relação não só com a Johnson & Johnson, mas com toda a indústria dos cosméticos: a empresa realiza testes em animais. A informação constava (e ainda consta) numa lista da PETA (People For The Ethical Treatment Of Animals), organização sem fins lucrativos que possui o programa Beauty Without Bunnies (“Beleza sem Coelhos” – em referência aos animais mais usados nos testes desse mercado).

De lá pra cá, muitos anos passaram e a Johnson & Johnson, assim como muitas outras organizações, permanece com esta prática cruel. Por outro lado, é crescente a quantidade de marcas que estão deixando de fazer testes em animais (como a brasileira Natura já não faz há muito tempo) e também de empresas que já nascem sob a filosofia “cruelty free” (como a inglesa Lush).

O objetivo do programa Beauty Without Bunnies é fiscalizar e divulgar à população mundial as empresas que realizam e as que não realizam este tipo de teste, alertando para a falta de necessidade da crueldade animal para a criação de produtos de qualidade e que atendem às necessidades dos clientes.

Algumas marcas que testam em animais:

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Saiba quem foram as mulheres que dão nome às ruas de Fortaleza

A grande maioria das ruas de Fortaleza são batizadas com nome de pessoas. Mas, por rotina ou pressa, não paramos para pensar quem foram essas personalidades ou porque estão sendo homenageadas. Ainda que a maior parte dos cantos da cidade façam alusão aos personagens masculinos da nossa história, grandes mulheres cearenses também têm sua memória viva em plaquinhas de ruas conhecidas e movimentadas na Cidade da Luz. Conheça a história de algumas delas:

Bárbara De Alencar (1760 – 1832)

Revolucionária, é considerada a primeira presa política do Brasil, perseguida por seus posicionamentos políticos até o fim da vida. Nascida em Pernambuco, fez sua carreira política no Ceará. Matriarca de uma família de revolucionários e avó de José de Alencar, esteve presente na Revolução de 1817 e na Confederação do Equador. Conseguiu convencer a elite de aderir à Revolução, que teve bastante importância para a independência do Brasil. A rua que a homenageia atravessa o Centro e a Aldeota.

Jovita Feitosa (1848-1867)

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