Desenroladas


Um amor chamado Antônio

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Uma noite, um botequim, um coração na mão. Quem nunca? Sozinho ou na companhia de amigos, é na mesa de bar que muita gente já chorou por desamor ou teve a sorte de encontrar uma pessoa que fizesse a fila andar. Desses encontros e encontros, entre uns e outros teores alcoólicos, Pedro Gabriel começou a rabiscar suas alegrias e tristezas em guardanapos de papel em mesas de bares no Rio de Janeiro, cidade onde reside atualmente. Meio suíço, meio brasileiro, ele cresceu na África e veio ao Brasil com 12 anos. E esse pode ser considerado seu número da sorte, pois em 2012 Pedro criou uma página no Facebook chamada “Eu Me Chamo Antônio” para compartilhar seus “rabiscos de mesa de bar”. Em menos de um ano já possuía mais de 300.000 seguidores e o resto é história – dessas compartilhadas diariamente na sua timeline.

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Ano passado, as pílulas diárias de poesia (com altas doses de desilusão amorosa) ganharam versão impressa. Tornou-se igualmente um sucesso e também um viral nas redes sociais. Nem sei dizer quantos amigos postaram fotos em seus perfis quando adquiriram o livro “Eu Me Chamo Antônio” (Editora Intrínseca), mas foram muitos. Eu, inclusive, que comprei o meu na semana de lançamento. De lá pra cá, já li e reli suas páginas diversas vezes. Sabe aquele jogo da sorte, em que você imagina um tema e abre o livro em uma página aleatória para ver se o que está escrito “bate” com o seu pensamento? Eu faço isso. Me identifico com as dores e alegrias desse alter ego. Afinal, somos todos Antônios desse vasto Brasil. E a saudade nunca sai de moda. Principalmente numa mesa de bar.

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