Desenroladas


Especialistas indicam livros de moda

Para ampliar ainda mais a sua visão de moda neste ano, pesquisadores da  área indicam os livros mais interessantes e curiosos, entre clássicos e lançamentos

Zoeira

Foto: Lucas Menezes

Mais do que assistir a desfiles ou saber a última tendência, estudar moda exige um conhecimento plural. Para atualizar (ou rechear ainda mais) a biblioteca neste ano, um time de pesquisadores de diferentes áreas relacionadas ao universo fashion indicam seus títulos favoritos.

Raquel Medeiros, professora universitária e gerente de marketing Florinda e Famel, passeia por livros voltados para estudos de mercado e semiótica. “Para buscar teorias e aplicá-las ao universo da moda, tão carente de estudos metodológicos”, reflete. Já Tânia Dourado, linguista e publicitária Doutora em linguagem e comunicação de moda, indica publicações com proposta multidisciplinar. “Um acervo não apenas eclético, mas coerente com alguém que estuda o discurso da moda como constituinte do sujeito moderno”, observa.

André Albuquerque, diretor administrativo e de marketing do grupo Meia Sola, lança um olhar que envolve música, arte e fotografia. “Muitas pessoas acreditam que a moda é apenas uma imposição da indústria sobre como devemos nos vestir”, pondera. Mariella Fassanaro, personal Stylist, seguiu um caminho relacionado a seu campo de atuação: “vestir gente com liberdade, sem seguir tendências cegamente”, orienta. Finalmente, Jackson Araújo, jornalista e pesquisador, também traz seu olhar. “Nossa relação mais importante, e que se reflete diretamente em como nos comportamos, é e será com as cidades”, adianta.

Tânia Dourado
Foto: Lucas Menezes

Tânia é linguista e publicitária Doutora em linguagem e comunicação de moda Foto: Lucas Menezes

David Bowie – vários autores
“Esse livro é uma referência da exposição David Bowie, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, no inicio de 2014. Aqui, as múltiplas identidades do artista que influenciou a cultura durante décadas. Seu visual, seu estilo, suas atitudes”

O pintor da vida moderna – Charles Baudelaire
“Esse livro é uma preciosidade, uma referência canônica para quem se interessa em compreender melhor a noção de modernidade em moda, arte e literatura. O livro é todo ilustrado e traz também o conto ‘O homem na multidão’, de Edgar Allan Poe”.

O paraíso das damas – Émile Zola
“Esse romance retrata a efervescência da moda, em Paris, no século XIX. A narrativa é ambientada dentro de uma loja, permitindo ao leitor mergulhar nas regras do comércio de moda, a renovação sistemática das tendências”.

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Para aproveitar o feriado em boa companhia: Confeitaria Mag

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Fortaleza está recebendo uma merecida trégua do calor com a temporada de chuvas. Ou, como alguns gostam de chamar, o “inverno” cearense! E nada como combinar o clima gostoso com uma boa leitura, certo? Para aproveitar esse feriado de São José em ótima companhia, nossa dica é se jogar nos deliciosos textos da Confeitaria Maghttp://confeitariamag.com/

A Confeitaria é uma publicação independente sobre comportamento, literatura, cinema, design, artes e cultura. Ou seja, todos os assuntos que a gente mais ama! Ela é formada por um coletivo incrível de autores de lugares, formações e interesses diversos. As histórias são perfeitas para fugir um pouquinho desse cotidiano cada vez mais corrido no qual vivemos.

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Em fevereiro foi lançado o primeiro livro impresso da Confeitaria, “Amor, pequenas estórias“, uma coletânea de 40 textos que mostram diferentes perspectivas sobre o amor. Saiba mais clicando aqui.

 

Um amor chamado Antônio

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Uma noite, um botequim, um coração na mão. Quem nunca? Sozinho ou na companhia de amigos, é na mesa de bar que muita gente já chorou por desamor ou teve a sorte de encontrar uma pessoa que fizesse a fila andar. Desses encontros e encontros, entre uns e outros teores alcoólicos, Pedro Gabriel começou a rabiscar suas alegrias e tristezas em guardanapos de papel em mesas de bares no Rio de Janeiro, cidade onde reside atualmente. Meio suíço, meio brasileiro, ele cresceu na África e veio ao Brasil com 12 anos. E esse pode ser considerado seu número da sorte, pois em 2012 Pedro criou uma página no Facebook chamada “Eu Me Chamo Antônio” para compartilhar seus “rabiscos de mesa de bar”. Em menos de um ano já possuía mais de 300.000 seguidores e o resto é história – dessas compartilhadas diariamente na sua timeline.

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Ano passado, as pílulas diárias de poesia (com altas doses de desilusão amorosa) ganharam versão impressa. Tornou-se igualmente um sucesso e também um viral nas redes sociais. Nem sei dizer quantos amigos postaram fotos em seus perfis quando adquiriram o livro “Eu Me Chamo Antônio” (Editora Intrínseca), mas foram muitos. Eu, inclusive, que comprei o meu na semana de lançamento. De lá pra cá, já li e reli suas páginas diversas vezes. Sabe aquele jogo da sorte, em que você imagina um tema e abre o livro em uma página aleatória para ver se o que está escrito “bate” com o seu pensamento? Eu faço isso. Me identifico com as dores e alegrias desse alter ego. Afinal, somos todos Antônios desse vasto Brasil. E a saudade nunca sai de moda. Principalmente numa mesa de bar.

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