Desenroladas


Florescência: fotógrafa e ilustradora cearenses se unem em projeto sobre a beleza da diversidade

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Somos únicos, porém iguais. A beleza da diversidade é o mote que inspirou a fotógrafa Camilla Albano e a ilustradora e tatuadora Amanda Roosevelt a criarem o “Florescência”. Amigas de longa data, a dupla compartilha muitas afinidades e o olhar sensível sobre a natureza e o corpo é uma delas. Confira nosso bate-papo sobre o projeto e saiba mais sobre essa união criativa que é pura sororidade.

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1. Como surgiu a ideia de unir forças e fazer este projeto?

De uma vontade da gente unir nossa arte e ao mesmo tempo fortalecer a autoestima das pessoas e eternizar o florescer dos corpos, mostrando diversidade. Até agora aconteceram apenas três ensaios, com amigas nossas. Mas a meta é que a gente consiga encontrar homens e mulheres que topem participar com diferentes tipos de corpos, para enaltecer essa linda diversidade e fotografar sem estereótipos de padrões que a sociedade impõe. Estamos à procura dessas pessoas e elas podem entrar em contato comentando em nossos perfis no Instagram: @amandaroosevelt & @camilla_albano

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Vivência no Sítio Aho: Aprenda a fazer sua horta em casa, sítio ou apartamento

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Que tal aproveitar o seu domingo de uma maneira diferente? Nossa #DicaDesenrolada para o dia 05 de fevereiro é pegar a estrada para o Eusébio, aportar num lugar cheio de natureza e energia positiva, esquecer a correria cotidiana e aprender a arte de criar e manter uma horta caseira.
Esse espaço “mágico” é o Ecosítio Aho, um projeto permacultural em desenvolvimento para experimentos sustentáveis, local de acolhimento e bem-estar espiritual. Dentre as diversas atividades realizadas lá, as hortas ganham destaque. Afinal, não é todo dia que a gente, “bicho da cidade grande”, dá de cara com alfaces cultivados em aquaponia, por exemplo.

De tanto receber elogios e perguntas dos amigos curiosos, o Davi Farias, proprietário do local, criou a vivência “Fazendo sua horta em casa, sítio ou apartamento”. A oficina acontece de 08h às 18h e tem investimento de R$ 100. “É um dia para repassar o que tudo o que foi aprendido ao longo desses dois anos de cultivo e produção de alimentos do sítio”, adianta Davi.

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Não tem costume de lidar com plantinhas e está achando que não vai entender nada? Pois saiba que a programação é justamente para iniciantes, tendo pouca ou nenhuma experiência.

A ideia da vivência é ensinar na prática o desenvolvimento de canteiros, desde de semear até plantar/cuidar, com o objetivo transmitir os conhecimentos para que cada um possa fazer a sua horta, independente do seu espaço, tamanho ou localização.

Não é incrível poder fazer sua própria horta e produzir seu próprio alimento?

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Se liga na programação:

08:00 – 08:30 – Café da Manha
08:40 – 12:00 – Mas o que é preciso para plantar? – Demonstração do que envolve o desenvolvimento de uma hora (etapas). Praticar as maneiras de semear, preparar o terreno e adquirir compostos. Criador de Mudas do Ecosítio Aho: ensinamento para você aprender sobre os elementos e os processos de uma horta, maneiras de semear, como adquirir compostos (composteira, minhocário e compostos comerciais) e como preparar uma cama de cultivo.
12:00 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:00 – Rolé pelo Ecosítio Aho
15:00 – 18:00 – Botar a mão na massa… quer dizer, na terra! Aula prática de como se pode plantar em qualquer local. Será realizado um espaço da horta do sítio, desenvolvido um canteiro de ervas, feito o plantio de árvores frutíferas. É hora de pegar na enxada, sujar a mão e ter contato com a terra.
18:00 – Confraternização da turma! 🙂

Investimento: R$ 100 (depósito bancário / cartão acréscimo 10%)
Com direito a café da manhã.

Dados Bancários:
Banco do Brasil
AG 2793-6
CC 77.000-0
Davi Guerra de Farias

OBS.: Também haverá almoço sendo vendido no local por R$ 15 com suco e sobremesa.

Mais informações:
Davi Guerra de Farias – 85-98888.0942
www.facebook.com/ecositioaho

Eubiose EcoFestival: Em busca do equilíbrio

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No retrovisor do carro, asfalto, posto de gasolina, semáforos e muitos carros. À frente, um gps ajudando a nos guiar pelas estradas do Eusébio, bichinhos de rua, casas simples e coloridas e muitas árvores. Era um sábado à tarde e o objetivo era chegar ao Eubiose EcoFestival. Em sua primeira edição, o evento aconteceu no sítio onde mora um dos seus principais organizadores, o Davi. No meio do caminho, a tecnologia falhou: o aplicativo no celular não manjava tanto dos “paranauês” daquelas redondezas. Vimos o mapa que havia sido desenhado pelo pessoal do Eubiose e nele constava que estaríamos no lugar certo quando chegássemos ao “fim do asfalto”. Simbólico.

De fato, estar naquele lugar parecia fazer parte de uma realidade bem distante da correria da cidade. Ali, estava um coletivo de pessoas em perfeita harmonia buscando formas mais equilibradas de conviver consigo, com o outro e com a natureza. A programação trouxe palestras, oficinas e vivências em torno de temas como sagrado feminino, bioconstrução, pintura, yoga e biodança, dentre outras. O espaço tinha ainda a pista de música, duas exposições fotográficas (com os projetos “Mulheres da Lua”, de Camilla Albano, e “Gaia”, de Carol Monteiro) e as áreas de cinema, massagem, camping e gastronomia (que servia várias opções de comidinhas, sendo a maioria vegetariana). A estrutura era pequena, mas deu pra notar que havia sido pensada com muito carinho em cada detalhe.

A proposta do Eubiose pode parecer ligeiramente utópica, mas qualquer pesquisa de tendência aponta a necessidade urgente da humanidade rever sua relação com o todo, com o meio ambiente. Durante as conversas e palestras, ficou claro o poder que temos nas mãos através de ferramentas como a educação e a internet. Ao longo do fim-de-semana, a principal bandeira levantada foi a de que juntos, somos mais fortes. A mensagem busca tanto a comunhão com a natureza, como entre nós e também com os outros animais. A ideia não é mudar a estrutura sócio-econômica e industrial global da noite pro dia, claro. Mas gerar reflexão sobre a forma como caminhamos pelo mundo. Por exemplo: os rastros que deixamos com nosso lixo, a forma como educamos nossas crianças e a nossa participação política.

Para mim, o desejo que fica é o de que essa cultura de paz, ainda considerada por muitos como “alternativa” e que resiste às margens da estrutura urbana atual, consiga reunir cada vez mais pessoas. Por enquanto, vamos cada um fazendo o melhor dentro de nossas possibilidades, buscando agregar e compartilhar ao máximo o que a vida nos presenteia em forma de aprendizado. Parafraseando Gandhi: “seja a mudança que você quer ver no mundo.”

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